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A Casa em Paris

Nunca tinha ouvido falar em Elizabeth Bowen, porém, as promoções da Relógio d’Água, tal como o título sugestivo do livro, aguçaram-me a curiosidade. Mais tarde, reparei que a autora tinha duas obras na lista dos 1001 livros a ler antes de morrer, o que bastou definitivamente para me convencer a lê-la.

A Casa em Paris (1935) é um romance um pouco atípico pela forma como está estruturado. A acção decorre num único dia, numa casa em Paris, onde encontramos duas crianças, Henrietta e Leopold, que não se conhecem e lá se encontram por razões distintas. Henrietta está em trânsito, pois vai a caminho de casa da avó, e Leopold espera encontrar-se com a mãe, que nunca conheceu. Após as apresentações, o tempo regride para o passado, onde ficamos a saber a história de Leopold e os motivos verdadeiros que o levaram até ali.

Apesar de a escrita de Bowen nem sempre ser a mais fácil de seguir, a verdade é que gostei muito deste seu livro. Trata-se de uma história complexa e dramática que hoje provavelmente não teria consequências de maior, mas que naquele tempo lidava com valores como a honra, dignidade ou decoro. Gostei sobretudo do final, em que a maturidade e o sentido de responsabilidade têm um papel preponderante.

Estarei mais atenta à publicação das obras da escritora britânica no futuro e, claro, recomendo A Casa em Paris para quem quiser familiarizar-se com a obra de Elizabeth Bowen (1899-1973).

Literatura Europeia · Literatura Policial

Os Três Crimes dos Meus Amigos

Conheci Georges Simenon no secundário, quando a nossa professora de francês nos deu a tarefa de ler L’ Homme de Londres (1934), integralmente no original. Pouco ou nada me lembro do livro, mas como desafio foi uma boa experiência, não só porque me permitiu exercitar a língua, como me apresentou a um autor que eu haveria de querer seguir. Entretanto já li O Quarto Azul (1964) e, mais recentemente, Os Três Crimes dos Meus Amigos (1938).

Este último, não foi o que eu esperava. Como Simenon é sobretudo conhecido pelos seus policiais, tinha a expectativa de encontrar o inspector Maigret ou um crime que fosse desvendado por outro detective. No entanto, deparei-me com uma história baseada em factos reais, sobre a desilusão e a desesperança que se viveu após a I Guerra Mundial.

A história decorre num bairro de Liège, Bélgica, onde alguns jovens artista e intelectuais, desiludidos e traumatizados com I Guerra, começam a encontrar-se num lugar sórdido a que chamavam de “caque” e a cometer pecados mortais, como adorar o diabo, drogarem-se e prostituirem-se. No meio destas excentricidades, aparece um homem que se denomina “Fakir” e começa a fazer experiências num jovem rapaz pintor e doente que droga e acaba por levar ao suicídio. Mais tarde, “Fakir” é encontrado enforcado à porta de uma igreja, a escassos metros da “caque”.

Estes acontecimentos perturbam o narrador, amigo da vítima. Quando surge a oportunidade de seguir a carreira de jornalista num jornal satírico que acaba de aparecer pela mão de um conhecido seu, ele aceita. O problema é que o jornal é financiado com dinheiro suspeito e rapidamente se torna um meio de chantagem pública. É readquirido por outra pessoa, e o diretor original foge para Barcelona de modo a dedicar-se ao proxenetismo. O novo dono do jornal, sob a capa de um patriotismo artificial, acaba por ganhar fama e condecorações, enquanto se dedica a ciências ocultas e a fazer ameaças no seu jornal. É condenado, não sem antes fugir para, também ele, cometer o seu crime.

São estes os acontecimentos que Simenon narra, quase como uma recordação de juventude, enquanto se pergunta a si próprio se os seus três conhecidos eram assassinos em formação ou ficaram assim devido aos acontecimentos por que passaram. O livro termina sem que consiga dar uma resposta, cabendo ao leitor pensar numa solução, no entanto, são visíveis as marcas de uma guerra que traumatizou os jovens europeus que lutaram nas trincheiras para defender o seu país, e revela um mundo ocidental que começou a decair a partir daí. Um livro estranho, mas interessante.

Fiódor Dostoiévski · Literatura Russa

Os Irmãos Karamázov

O que dizer de um livro perfeito? Leiam-no.

Fiodor Dostoievki é um dos meus escritores preferidos. Já li seis das suas obras (“Noites Brancas”; “O Jogador”; “Memórias do Subsolo”; “O Eterno Marido”; “Crime e Castigo” e “Os Irmãos Karamázov”), e quanto mais leio, mais se consolida como um dos meus autores de cabeceira.

A presente história tem início com Fiodor Karamázov, um homem bruto, rude e sem maneiras, que gosta de beber e de dinheiro. Os dois casamentos que faz são por interesse e, apesar de as esposas terem falecido desgostosas e de morte natural, deixam-lhe três filhos: a primeira, Dmitri, e a segunda, Ivan e Aleksei. Fiodor não se interessa por nenhum deles, ficando as crianças à mercê de empregados e familiares. Mais tarde, quando os rapazes se tornam adultos e voltam a contactar o pai, vemos que os seus caminhos tomaram rumos muito diferentes: Dmitri é um pândego, sendo o mais parecido com Fiodor; Ivan é o típico intelectual do Iluminismo, rejeitando Deus e a moralidade; e Aleksei torna-se monge num mosteiro. A relação entre os irmãos é geralmente pacifica, o grande problema que eles têm é com o pai, Fiodor Karamázov. E é a partir daqui que a narrativa se desenrola.

Adorei este livro. É longo, intenso, complexo, repetitivo, filosófico. É uma leitura árdua e exigente, mas muito compensadora. Dostoievski sabe como ninguém chegar às profundezas do pensamento e da alma, fazendo-nos questionar a condição humana e, no seu caso, as características psicológicas. E, apesar de eu continuar a preferir “Crime e Castigo” (cujo final me emocionou profundamente), não posso deixar de recomendar “Os Irmãos Karamázov”. Uma história que fica para sempre connosco.

Literatura Norte-Americana

O Despertar

Devorei “O Despertar” (1899), de Kate Chopin, numa tarde. Há muito tempo que um livro não me agarrava desta forma.

A primeira vez que ouvi falar de “O Despertar” foi num antigo livro de cabeceira que tenho sobre as grandes heroínas da literatura. Ao lado de nomes como Madame Bovary, Ana dos cabelos ruivos, Jane Eyre ou Anna Karenina, encontrava-se o de Edna Pontellier, protagonista de um romance que na sua época provocou escândalo e do qual eu nunca ouvira falar. Decidi então que tinha de o ler e encontrei-o, por acaso, a preço de saldo numa velha edição da Relógio d’Água na Feira do Livro.

Edna é uma jovem mulher casada e com dois filhos que vive em Nova Orleães. Apesar de ter um casamento satisfatório, uma posição social que lhe permite completo desafogo económico e uma vida social interessante, Edna não se sente feliz porque a sua natureza livre e independente não se coaduna com as convenções que, na viragem do século, vingavam no sul dos Estados Unidos. Durante umas férias de verão junto ao mar, Edna conhece um jovem e os dois apaixonam-se.

Gostei muito deste livro, contudo, devo dizer que me recordou a história de “Madame Bovary” (1856), de Flaubert. Não nos podemos esquecer que a segunda metade do século XIX teve a figura feminina e os seus despertares como uma das temáticas mais importantes e em voga, como tive oportunidade de referir acima. O que é espantoso neste caso, foi o facto de este livro em particular ter sido escrito por uma mulher.

A escrita de Kate Chopin é clara, simples e prende-nos desde a primeira página. O seu ritmo é idóneo, o ambiente da história está muito bem elaborado e as personagens são vivas e bem construídas. Todavia, o melhor é o final. Apesar de não ser inteiramente original é o desenlace perfeito para a coerência que Edna apresenta ao longo do livro. Recomendo.

Literatura Britânica · Literatura Policial

O Cão dos Baskerville

Como sabem, iniciei o ano de 2022 a ler a série completa de Sherlock Holmes. Gostei muito dos livros todos, contudo, houve um que claramente se destacou: “O Cão dos Baskerville” (1902).

A série de Sherlock Holmes é composta por oito volumes, quatro são colectâneas de contos (crimes rápidos de que nos fala o Dr. Watson e que, de certa forma, nos ajudam a entender a personagem de Holmes), e quatro romances, (crimes quiçá mais complexos e que, por isso, necessitam de uma maior contextualização). Um deles é o famoso “O Cão dos Baskerville”.

Holmes recebe a visita de Dr. Mortimer, um médico que acabara de perder um amigo, Sir Charles Baskerville, encontrado morto nos jardins da sua mansão. A morte fora registada como ataque cardíaco, no entanto, assim que o Dr. Mortimer viu a expressão de horror na face do cadáver e as pégadas de animal gigantescas em seu redor, recordou-se de uma velha lenda que mencionava uma maldição de família chamada “O Cão dos Baskerville”. Como Sherlock não acredita em maldições, fica intrigado com o caso e decidi investigá-lo.

Gostei muito deste romance. É o terceiro na série, pelo que já se nota um certo amadurecimento literário em Doyle. Está tudo bem feito: a contextualização, o ambiente, o desenvolvimento das personagens, a intriga, o ritmo da história, o final, a explicação. Apesar de as personagens serem poucas, o leitor fica sempre na dúvida em relação ao culpado, já que todas elas parecem suspeitas e pouco confiáveis, o que é sempre de salutar. Uma das características que mais aprecio em Doyle é o facto de ele ser intelectualmente honesto com o leitor. Raramente esconde pistas e põe tudo às claras, o que faz com que nos sintamos próximos de Holmes e fiquemos com a sensação de estarmos a desvendar o caso com ele.

Na minha opinião, se há um livro a ler na série, é este. Não é por acaso que é dos romances mais adaptados ao cinema e à televisão, assim como acarinhados pelos leitores ingleses, que o consideraram, em 2003, um dos romances mais queridos do público.

Literatura Britânica

Sherlock Holmes

Neste início de ano, resolvi ler a série completa do detetive Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle. Li O Signo dos Quatro (fiz um post sobre o livro) o ano passado e, como gostei muito e tinha As Aventuras de Sherlock Holmes em casa, decidi comprar os restantes livros que me faltavam e ler a série por ordem cronológica.

Na imagem estão os primeiros três livros: Um Estudo em Vermelho (1887); O Signo dos Quatro (1888); e As Aventuras de Sherlock Holmes (1892). Os dois primeiros são romances e o terceiro é uma antologia de contos. Quem os “escreve” é Watson, o fiel companheiro e biógrafo de Holmes, médico retornado da guerra no Afeganistão e seu ajudante no terreno. Um perfeito sidekick que basicamente veste o papel do leitor nas suas interrogações e divagações.

Sherlock Holmes é o que imaginamos e um pouco mais. Metódico, o seu conhecimento do mundo começa e acaba nos temas que o podem auxiliar na resolução de crimes, é campeão de boxe e um homem bastante atlético, vive sozinho (ou com Watson), e gosta de fumar ópio de vez em quando. Tem o coração e a cabeça no lugar, detesta escândalos e adora pôr os criminosos na prisão. Devo confessar que o actor Benedict Cumberbatch nunca me convenceu no papel da personagem. Para mim, o actor que melhor personifica Holmes é Jeremy Brett na sua inesquecível interpretação na série dos anos 80 da ITV.

Gostei muito destes três livros e, neste momento, já vou no penúltimo de todos (O Vale do Terror). Para a semana falarei dos outros que já li, concentrando-me um pouco mais no enredo das histórias. Estou a desfrutar muito da leitura e recomendo-a a todos os que gostam de histórias leves de detetives.

Literatura Britânica

Um cântico de Natal

Um dos livros que li em dezembro passado foi “Um Cântico de Natal” (1843), de Charles Dickens. Tratou-se de uma releitura por eu já pouco me recordar da história. E que melhor altura para fazê-lo senão na época natalícia?

Neste conto, deparamo-nos com Scrooge, um velho rezingão e avarento que detesta o Natal e as suas festas. Passa as noites sozinho, a maldizer a época e os que a comemoram. Não se encontra com a família e chateia-se por ter de dar o dia 25 ao sobrinho, que trabalha no seu escritório. Contudo, na noite de Natal, recebe a visita do fantasma do ex-sócio, Marley, que morrera naquela mesma noite há uns anos, e lhe diz que não consegue descansar em paz por não ter sido bom em vida. Todavia, relembra a Scrooge que ele ainda tem hipótese de se redimir e que, para tal, receberá a visita de três fantasmas (passado, presente e futuro).

Apesar de achar a escrita de Dickens um pouco densa e difícil de penetrar, gostei de “Um cântico de Natal.” Para dizer a verdade a época natalícia também não é a minha preferida e ler sobre isso e sobre alguém que acaba por decidir dar-lhe uma nova oportunidade foi esperançoso. Na minha opinião, não faz grande sentido ler este conto noutra altura do ano, mas, no Natal, é pura e simplesmente perfeito.

Literatura Norte-Americana

O Último Magnate

Um dos últimos livros que li o ano passado foi “O Último Magnate” (1941), de Francis Scott Fitzgerald. Pelo prefácio desta edição, fiquei a saber que se trata de um livro inacabado e publicado postumamente. Apesar de me sentir um pouco desencorajada, a obra termina com as notas do autor que nos revelam como teria decorrido o resto da história. E que história teria sido!

A acção decorre nos anos 30 do séc. XX, no seio da indústria cinematográfica americana. Monroe Stahr é um importante executivo de Hollywood, com o toque de Midas para o negócio e para os êxitos de bilheteira. Cecelia, a filha de um produtor influente, conhece-o a bordo de um avião e apaixona-se de imediato por ele. No entanto, Stahr não consegue esquecer a sua mulher falecida, e, por um acaso do destino, ao ver no set de filmagens uma figurante bastante parecida com ela, não descansa até a encontrar e conhecer. No início, Kathleen rejeita os seus avanços, todavia, com o passar do tempo, os dois estabelecem uma bonita relação. O que desconhecem é que tanto um como outro escondem um segredo que inevitavelmente mudará tudo.

Gostei muito de “O Último Magnate”. Tal como no livro “O Grande Gatsby”(1925), a escrita de Fitzgerald é fluída, moderna e concisa, porém cheia de sentimentalismo (no bom sentido da palavra). A vida de Stahr parece perfeita, e ele tem tudo para singrar, mas o seu segredo pessoal, os dramas da profissão e um certo descontentamento que se vivia no período pós Crash da bolsa e pré II Guerra Mundial fazem com que o sonho americano seja mais difícil de concretizar. Acredita-se que a personagem foi inspirada em Irving Thalberg, um jovem e importante executivo da MGM (casado com a atriz Norma Shearer) que nos deu filmes como “Ben-Hur” ou “Revolta na Bounty”, e com quem o autor privou várias vezes.

Creio que se Fitzgerald tivesse terminado “O Último Magnate” ter-nos-ia deixado uma obra tão significativa como “O Grande Gatsby”. Foi uma pena, realmente. Contudo, fica a intenção e as notas que nos dizem como teria gostado de a escrever. Uma história bonita e dramática, ideal para quem gosta do começo hegemónico dos EUA e de Hollywood. Recomendo.

Literatura Britânica

Robinson Crusoe

Robinson Crusoe (1719), de Daniel Defoe, era um dos livros mais antigos da minha TBR. Apesar de ser uma história que eu sempre quis ler, acho que nunca lhe tinha pegado por temer a complexidade da sua escrita possivelmente antiquada e de difícil compreensão. Para minha grande surpresa, não podia estar mais enganada.

Creio que a premissa do livro é conhecida: Crusoe, um jovem sem grandes perspectivas na sua Inglaterra natal e cheio de vontade de se fazer ao mar, parte de Hull num navio rumo a Londres, contra a vontade dos pais. Apesar de sofrer uma tempestade a bordo e de jurar nunca mais entrar num barco, parte novamente desta feita para “os Brasis”, onde compra uma porção de terra e se estabelece como rico fazendeiro. Passado um par de anos, fazendeiros seus conhecidos propõem pagar-lhe uma viagem a África para que ele compre escravos de modo a trabalharem nas suas terras. No entanto, o navio não chega ao destino e Crusoe, sendo o único sobrevivente, fica sozinho numa ilha deserta durante vinte e oito anos, dois meses e dezanove dias.

Este livro é incrível. Defoe consegue criar uma narrativa de um só homem onde o relato da sua superação, força e autodeterminação é o que nos prende às páginas. Crusoe parece nascer de novo num lugar inóspito e estranho, tendo de reaprender tudo outra vez: a comer, a vestir-se, a proteger-se, a confiar e a desconfiar. É a sua força de vontade em continuar vivo e a esperança de um dia sair dali que faz com que ele nunca perca o controlo nem a capacidade de olhar para o futuro, sem se concentrar apenas no presente.

Gostei muito desta obra. Defoe escreve maravilhosamente. As suas descrições são minuciosas, humorísticas e nunca aborrecidas. É impressionante que tenha escrito esta aventura (baseada na vida de Alexander Selkirk) aos 60 anos e cunhado aquele que é considerado o primeiro romance realista inglês. Recomendo-o vivamente. É caso para dizer que já tenho encontro marcado com Moll Flanders (1722). Antes tarde que nunca.

Literatura Norte-Americana

Butcher’s Crossing

Há um par de anos, após ter lido “Stoner” (1965), do escritor americano, recentemente descoberto, John Williams, soube que um dia leria os outros dois livros publicados pelo autor: “Butcher’s Crossing” (1960) e “Augustus” (1972). Comecei pelo primeiro, um western muito masculino, mas também uma história de crescimento e aventura.

A ação de “Butcher’s Crossing” ocorre em 1870 numa pequena vila chamada Butcher’s Crossing. O jovem Will Andrews fartou-se do curso que estava a tirar em Harvard e decidiu escapulir-se para esta zona rural de modo a viver uma aventura. Por intermédio de um contacto do pai conhece Miller, um caçador obcecado por bisontes que anseia desesperadamente por uma última caçada.

É assim que se desencadeia a história. Toda ela é passada nas montanhas onde quatro homens procuram bisontes, tentam caçá-los, sobreviver ao frio e aos feitios diferentes uns dos outros. Apesar de lermos sobre uma aventura e uma história de superação, o livro é bastante lento. Williams leva o seu tempo a desenvolver a ação, o que por um lado é bom porque envolve o leitor, mas, por outro, acaba por tornar tudo muito previsível.

Gostei do livro mas não me encantou. É uma boa opção para quem gosta de histórias invernais ou de westerns. Para além disso está muitíssimo bem escrito, sendo a narrativa o ponto forte de Williams. Ao lê-lo pensei várias vezes que daria um excelente filme, e, pelo que vi online, parece que será realmente levado ao grande ecrã, com Nicolas Cage como Miller, o que me desmotiva grandemente. Sempre pensei na personagem como sendo uma espécie de Glukov (Alex Ferns) da série de tv “Chernobyl”.

Com os dois primeiros livros de John Williams lidos resta-me agora “Augustus”, que em 1972 ganhou o National Book Award. Lê-lo-ei, com certeza, mas não será para já. Não será para já.