Literatura Britânica

The Pursuit of Love

A primeira vez que ouvi falar das irmãs Mitford foi no bookstagram, principalmente de Nancy e do seu livro À Procura do Amor (1945). Quando vi que tanto este como Love in a Cold Climate (1949) estavam na lista dos 1001 Livros a Ler Antes de Morrer, decidi mergulhar na aventura.

A história passa-se nos anos entre guerras e é narrada por Fanny, uma jovem que vive com os tios e as primas porque a mãe fugiu do marido e vive em Paris, saltitando entre romances escandalosos. Apesar de Fanny ser a voz narrativa, a história que ela nos conta é principalmente a de Linda, uma das suas primas que, tal como a sua mãe, é muito pouco convencional para a época.

Linda é uma jovem romântica e sonhadora, que faz o que quer, sem se preocupar com as opiniões dos outros, nem com as conseqüências dos seus actos. A verdade é que apesar de ser uma fonte de desgosto e até de vergonha para os tios, eles estão sempre lá para ajudá-la, tal como as primas e outros conhecidos. Creio que é esse o cerne da questão com Linda: parece nunca amadurecer. Ao longo dos anos, a sua atitude é sempre a mesma, viver uma vida de paixões e ir em busca do verdadeiro amor, sem se importar com mais nada. No início, tal pode parecer refrescante, especialmente num período em que a tensão politica era de cortar à faca, as incertezas mais que muitas, e o desespero de uma possível guerra maior do que uma possibilidade. No entanto, para Linda conseguir “ser livre” e viver como deseja, os que são mais fieis aos seus compromissos e têm atitudes mais responsáveis e aborrecidas perante a vida, são constantemente chamados a salvá-la.

The Pursuit of Love está bem escrito, tem personagens carismáticas e uma narrativa interessante. Todavia, acho que o melhor do livro é ver como as mentalidades, os valores e as causas estavam a mudar no período entre guerras, e como personagens como Linda, por mais antipatia que nos causem, foram cruciais para abrir caminho a uma liberdade social feminina que ainda hoje marca o nosso tempo. Ou não tivesse esta história sido baseada em factos reais das vidas das próprias irmãs Mitford.

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Os Pássaros

Tarjei Vesaas foi um escritor norueguês do início do século XX, autor das obras O Palácio de Gelo (1963) e Os Pássaros (1957). O seu estilo literário ficou conhecido como “Novo Norueguês”, na altura considerado um dos “noruegueses” standard após a independência da Noruega da Dinamarca, em 1905, e a sua busca por uma identidade lingüística própria. Os trabalhos de Vesaas são considerados clássicos noruegueses modernos, e não é difícil perceber porquê.

No seu livro, Os Pássaros, Vesaas conta a história de dois irmãos adultos, Hege e Mattis, que moram sozinhos numa cabana situada junto a um lago, numa aldeia rural. Apesar de ter quase 40 anos, Mattis é um homem simples de pensamento, sem trabalho, que conta com a irmã para tomar conta dele e da casa. Hege, um pouco mais velha, sente-se só e tem consciência do seu sacrifício, no entanto, trata bem e gosta do irmão, incentivando-o sempre a procurar emprego. Mattis esforça-se por agradar a irmã, mas a sua falta de jeito leva sempre a melhor. Um dia, vê um pássaro a sobrevoar a sua casa e interpreta este evento como um sinal. Fica fascinado com o acontecimento, porém, ao aparecer um caçador furtivo, Mattis desanima, transformando-se algo dentro dele.

Decide tornar-se barqueiro no lago junto à sua casa. Apesar de nunca ter passageiros, e de o trabalho parecer mais um passatempo do que um ganha-pão, Mattis não desiste e até sonha em comprar um barco novo porque o seu está cheio de buracos. Já sem esperança de encontrar clientes, aparece-lhe um dia Jorgen, um lenhador bem-parecido e pouco mais velho do que ele. Ao atravessar o lago, a mochila de Jorgen molha-se nos buracos do barco de Mattis. Como pagamento pelo estrago, Mattis convida-o a passar a noite em sua casa, para gáudio de Hege.

A partir deste momento, tudo muda. Assim que estas personagens se encontram, encontram também um sentido para a sua vida. Menos Mattis, que se sente abandonado, deixado para trás, e com medo. Pela primeira vez na vida sente-se sozinho e desamparado, com o peso da responsabilidade que acarreta tomar conta de si próprio, sem contar com a ajuda de ninguém. E não é capaz. Engendra, então, um plano para chamar a atenção de Hege, mas o final não é o que esperava.

Tal como O Palácio de Gelo que li há uns anos, Os Pássaros fala-nos de relações, de términos, de recomeços, de luto, de aceitação. É um romance estranho e trágico, mas ao mesmo tempo simples e mundano, em que as coincidências da vida que fazem girar o mundo têm conseqüências dramáticas para uns e benéficas para outros. À primeira vista parece uma história complexa, e terá certamente as suas complexidades, todavia, na minha opinião, é o acaso, as reviravoltas, a mudança natural e a sua aceitação que dão a este final o elemento inesquecível que a narrativa tem. E, para quem já leu Vesaas, parece que não poderia ser de outra forma. Boas leituras!

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Hotel du Lac

E a primeira leitura do ano está concluída. “Hotel du Lac” (1984), de Anita Brookner, é uma história simples e ao mesmo tempo complexa sobre um amor impossível, aparências e o não-dito.

Edith é uma escritora de romances de 39 anos que vai passar uma temporada a um hotel histórico e encantador na Suíça, o Hotel du Lac. Os hóspedes, todos muito diferentes uns dos outros, encontram-se ali pelas mais diversas razões, e Edith acaba por fazer amizade com alguns deles. Ao longo da estadia, Edith apercebe-se de que estas relações provavelmente não são as mais verdadeiras e que cada pessoa guarda uma insegurança ou fraqueza que a levou até ali. Tal como ela.

Numa narrativa simples e agradável, Brookner narra uma história de desencontros em que a protagonista sai da sua realidade para se tentar compreender e encontrar a si própria. Edith sabe o que a leva ali, porém acaba por compreender que a fantasia do exterior fará com que ela veja tudo com mais clareza e acaba por tomar uma das decisões mais importantes da sua vida.

Um livro bonito sobre a coragem de seguirmos o nosso coração e de sermos nós próprios. Boas leituras!

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Cisnes Selvagens

#marzoasiatico nasceu pela mão de uma youtuber espanhola (Magrat AjosTiernos) há já alguns anos no universo online com o objectivo de divulgar e promover a literatura asiática. Muitos youtubers e influencers aderem a esta iniciativa todos os meses de março, enchendo os nossos feeds com capas e nomes de autores daquela região do mundo. Como a literatura asiática não é o meu forte, nunca participei. Até hoje.

“Cisnes Selvagens” já me tinha sido recomendado, mas só quando o vi numa banca da Feira do Livro é que decidi comprá-lo. Não sabia o que esperar, que é como eu gosto de entrar nas minhas leituras. E o que me esperava… Jung Chang conta-nos a história do século XX chinês, e mais propriamente a da ditadura comunista de Mao Tsé Tung, através de três gerações da sua família: avó, mãe e filha (ela própria). Ficamos a conhecer o período de autêntico terror por que passaram, com ênfase na Revolução Cultural, e as consequências que tal teve não só para os chineses, como também para o seu passado histórico e futuro.

Posso dizer que este foi um dos livros mais duros e importantes que já li. Jung Chang foi muito corajosa ao reviver tudo o que sofreu para que o mundo não esqueça. De notar que este seu livro é, ainda hoje, proibido na China. Não poderia recomendá-lo mais. Eis a minha contribuição para o #marzoasiático. A partir de agora, vou ler o que quiser, sem #.

Literatura Europeia

Soldados de Salamina

A única coisa que eu sabia sobre a Guerra Civil Espanhola era que tinha ocorrido entre 1936/39, que tinha levado o general Francisco Franco ao poder, que a família real espanhola foi obrigada a fugir, exilando-se no Estoril e em Cascais, onde os Condes de Barcelona têm um monumento, e que, mais tarde, Franco chamou Juan Carlos para lhe suceder. 

Sabia também que foi uma guerra brutal, opondo nacionalistas e republicanos em batalhas violentas tão comovedoramente representadas na arte como a de Guernica, por Picasso. 

No entanto, desconhecia por completo o interessante episódio que Javier Cercas relata neste seu “Soldados de Salamina”. Sanchez Mazas, um dos fundadores da falange, escapa de um fuzilamento colectivo, escondendo-se na floresta. Um dos soldados que vai à sua procura encontra-o, porém não o denuncia, deixando-o em liberdade. Este acontecimento molda a vida futura de Mazas e, de certa forma, a do país. Anos mais tarde, um jornalista (Cercas), ouve contar esta história e decide escrever um livro sobre ela, indo em busca do soldado que salvou Mazas. 

Gostei muito desta leitura. A narrativa não podia ser mais intrigante, tendo em conta que se trata de um relato real. Cercas escreve bem e com ritmo, interpondo História com a feitura do livro. 

A única coisa que não me agradou foi o facto de Cercas ter dado ao final uma demão ideológica que, a meu ver, era desnecessária. Eu não estava interessada em saber as simpatias partidárias do autor, nem o que ele pensa dos personagens em questão, pelo que os últimos parágrafos foram infelizmente um autêntico turn-off. 

Na minha opinião, uma guerra civil é a pior de todas as guerras. Opõe irmãos contra irmãos, vizinhos contra vizinhos, conterrâneos contra conterrâneos. E as feridas são as mais difíceis de sarar. (A única guerra civil portuguesa, A Guerra dos Dois Irmãos, decorreu no século XIX.) 

Isto vê-se em “Soldados de Salamina”. O relato cru de um episódio ao mesmo tempo simples e complexo, numa Espanha que é, aos meus olhos, ao mesmo tempo simples e complexa. Recomendo

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Top Leituras 2023

Bom ano!

Foi-se 2023 e chegou 2024 e, com ele, novos objectivos de leitura. Desde que em 2018 comecei a registar os meus livros na plataforma Goodreads que me é mais fácil controlar a minha vida literária. Registo as leituras que vou fazendo, as que quero fazer e leio as opiniões das pessoas que sigo.

A minha meta vai mudando ao longo do tempo por diversos motivos. Já esteve nos 45 livros por ano, nos 30, e por ora encontra-se confortavelmente nos 35. Foi precisamente este o total que li o ano passado, sendo que 8 obras se estabeleceram como as minhas preferidas. Ei-las:

  • “O Palácio de Gelo” (1963), de Tarjei Vesaas
  • “A Trilogia de Copenhaga” (1967/71), de Tove Ditlevsen
  • “Beleza” (2009), de Roger Scruton
  • “O Conde de Monte Cristo” (1844), de Alexandre Dumas
  • “Terna é a Noite” (1934), de F. Scott Fitzgerald
  • “Reunion” (1971), de Fred Uhlman
  • “A Casa da Alegria” (1905), de Edith Wharton
  • “Diário de um homem supérfluo” (1850), de Ivan Turguéniev

Dois clássicos modernos escandinavos, um livro de não ficção, um clássico francês obrigatório, dois clássicos americanos, um clássico alemão e um clássico russo. Não há dúvida: a minha preferência é de facto a literatura clássica ocidental. E apesar de nenhum destes livros ter entrado para a lista da minha vida, todos me marcaram de uma forma especial, fosse pela novidade do tema, fosse pela escrita.

Como menção honrosa não posso deixar de referir a tetralogia das quatro estações de Karl Ove Knausgard, que me fez companhia ao longo do ano, pois li um livro por estação. Gostei muito de conhecer este autor norueguês naquele que foi, por excelência, o meu ano de literatura escandinava. Já tenho a sua série mais famosa, “A Minha Luta”, na estante para ler.

Em conclusão, 2023 foi um bom ano de leituras, apesar de infelizmente não ter havido nenhum coup de coeur. Estou igualmente satisfeita com o número total de livros que li, neste momento é o que a minha vida e rotinas diárias permitem fazer. Espero que o vosso ano literário também tenha sido positivo e desejo-vos um excelente 2024, cheio de saúde e amor, e, claro, óptimas leituras!

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Diário de um Homem Supérfluo

Gosto muito de literatura russa. O meu escritor russo preferido é Dostoiévski, cuja casa-museu tive a oportunidade de visitar em São Petersburgo (com artigo próprio aqui no blogue), mas também gosto de Tolstoi (apesar de ainda não ter lido as suas obras-primas), Gogol, Nabokov, Tchékhov, Pasternak… Entretanto, fiz a minha estreia com Ivan Turgueniev.

Escolhi “Diário de um Homem Supérfluo” (1850) pela sua brevidade (88 páginas) e pelo seu título incomum. O diarista, Tchulkatúrin, é um rapaz de 30 anos com uma doença terminal que decide deixar por escrito, a quem interessar, os momentos mais importantes da sua vida. Começa por falar da triste infância para se concentrar no episódio que mais o marcou: o seu amor por Liza. Este romance não correspondido é o detonante da sua tristeza e da razão do título, numa altura em que a teoria do niilismo começava a aparecer, O mais irónico, ou não, é que Tchulkatúrin é a única personagem verdadeiramente boa e que tenta fazer o bem, e, como consequência disso, é tratado como supérfluo, ou seja, alguém que não faz falta e está a mais. Agora, escrevendo assim, não posso deixar de pensar em Gregor, a personagem principal de Kafka em “A Metamorfose” (1915).

Gostei muito desta leitura. É um daqueles casos em que se diz muito com poucas palavras. Já tenho à espera outras três obras do autor: “Águas de Primavera”, “Fumo” e a que é considerada a sua obra-prima, “Pais e Filhos”. Mal posso esperar para lê-las.

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A Toupeira

O final do verão pediu um romance policial para ler na praia, pelo que escolhi um dos livros que comprei este ano na Feira do Livro de Lisboa e que andava a namorar há algum tempo: “A Toupeira” (1974), de John le Carré. Foi o meu segundo livro do autor após ter lido “O espião que veio do frio” (1963), há uns anos.

O enredo é simples: há uma toupeira nos Serviços Secretos Ingleses que anda a passar segredos de Estado à Rússia, o maior inimigo do Ocidente aquando da Guerra Fria, momento em que decorre a acção. O presidente dos Serviços Secretos, o Control, sabe que assim é, mas não consegue descobrir de quem se trata. Após a sua morte, a nova direcção manda chamar George Smiley, um antigo ex-agente a “desfrutar” da reforma.

Escrito assim parece um livro simples. No entanto, não é. A escrita de le Carré é intricada e a sua maneira de narrar nem sempre é fácil de seguir, pois a estrutura que utiliza não é linear, exigindo, por vezes, um grande esforço de concentração por parte do leitor. De igual modo, e numa boa história de espiões, vão surgindo várias personagens ao longo da trama que complicam a intriga e nos fazem ponderar tudo o que já lemos de modo a tentarmos descobrir a verdadeira toupeira.

Gostei muito deste livro. Mais uma vez, le Carré conseguiu transformar uma narrativa aparentemente pouco original num grande livro de espiões, cheio de História, e sem clichés, sem lugares-comuns, sem evidências. É um livro do seu tempo que ultrapassa os limites da sua temporalidade e que pode ser perfeitamente apreciado por um leitor do século XXI. Tal como foi por mim. Recomendo.

PS: Vi a adaptação cinematográfica de 2011, de Tomas Alfredson, e não gostei. Achei o filme trapalhão, pouco explicativo e atabalhoado. Creio que uma pessoa que não tenha lido o livro não entende a história e uma que leu vê que esta foi completamente trucidada. Não recomendo.

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Verão

Edith Wharton era para mim uma desconhecida até eu ter pegado em Ethan Frome (1911), um dos melhores livros que li em 2022. Entretanto li A Casa da Alegria (1905), que também adorei, e Verão (1917) pareceu-me mais do que adequado para esta altura do ano.

A protagonista do romance é Charity, uma jovem rapariga que mora em casa do Sr. Royall, o advogado da pequena cidade americana onde vivem. Charity veio da Montanha, uma parte recôndita daquela terra onde as pessoas não civilizadas escolheram viver, trazida por Royall e criada pela sua mulher como se de uma filha se tratasse. Quando a Sra. Royall faleceu, Charity começou a trabalhar na biblioteca local, recusando a oferta de ir para um internato, o que agradou ao Sr. Royall, pois assim conservava a sua companhia. No entanto, Charity detesta a aldeia, detesta o Sr. Royall, detesta a biblioteca onde ninguém vai, detesta tudo. Até que aparece Lucius Harney, um jovem arquitecto de Nova Iorque…

Apesar de a trama ser simples e pouco original, a escrita e o final de Wharton dão um tom tão especial ao livro que o transformam quase automaticamente num clássico. Apesar de não ser simpática nem afável, é impossível não gostarmos de Charity nem de compreendermos os seus problemas e sonhos. Mesmo o Sr. Royall que a princípio nos parece grotesco, vai crescendo na nossa consideração. A história vai evoluindo e o final não poderia ser diferente daquele que Wharton escolheu.

Gostei muito desta leitura. Edith Wharton está seriamente a tornar-se uma das minhas escritoras preferidas, tanto que já comprei mais três livros seus para ler: A Idade da Inocência (1920); A Son at the Front (1922); e The Custom of the Country (1913). Promessas de leitura que não tardarão a ser cumpridas. Recomendo vivamente.

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A Casa em Paris

Nunca tinha ouvido falar em Elizabeth Bowen, porém, as promoções da Relógio d’Água, tal como o título sugestivo do livro, aguçaram-me a curiosidade. Mais tarde, reparei que a autora tinha duas obras na lista dos 1001 livros a ler antes de morrer, o que bastou definitivamente para me convencer a lê-la.

A Casa em Paris (1935) é um romance um pouco atípico pela forma como está estruturado. A acção decorre num único dia, numa casa em Paris, onde encontramos duas crianças, Henrietta e Leopold, que não se conhecem e lá se encontram por razões distintas. Henrietta está em trânsito, pois vai a caminho de casa da avó, e Leopold espera encontrar-se com a mãe, que nunca conheceu. Após as apresentações, o tempo regride para o passado, onde ficamos a saber a história de Leopold e os motivos verdadeiros que o levaram até ali.

Apesar de a escrita de Bowen nem sempre ser a mais fácil de seguir, a verdade é que gostei muito deste seu livro. Trata-se de uma história complexa e dramática que hoje provavelmente não teria consequências de maior, mas que naquele tempo lidava com valores como a honra, dignidade ou decoro. Gostei sobretudo do final, em que a maturidade e o sentido de responsabilidade têm um papel preponderante.

Estarei mais atenta à publicação das obras da escritora britânica no futuro e, claro, recomendo A Casa em Paris para quem quiser familiarizar-se com a obra de Elizabeth Bowen (1899-1973).