Literatura Europeia · Literatura Portuguesa

As Crónicas de Fernão Lopes

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Decidi ler mais um livro português neste meu mar de literatura estrangeira.

Lembro-me de na escola e na faculdade grande parte dos professores de História e Português aconselharem a leitura de As Crónicas de Fernão Lopes a todos os alunos. Percebo porquê. Trata-se do trabalho de um dos primeiros “jornalistas” com informação privilegiada junto de governantes e pessoas influentes, que punha no papel (num tempo em que o alfabetismo era raro) o que acontecia nos mais alto círculos reais.

Apesar de ter passado grande parte da vida a relatar o que testemunhava, Fernão Lopes chega-nos sobretudo como autor de três crónicas essenciais para melhor entendermos a nossa História: as de D. Pedro, D. Fernando e D. João I. Nestes documentos, o cronista do reino conta-nos o que ocorria na corte destes três reis, como viviam, com quem conviviam, como arranjavam os seus casamentos e, principalmente, como viveram os conturbados anos da crise de sucessão de 1383-85. O leitor fica a saber o que de importante se passava nos bastidores e como até nesse tempo a política e o poder já estavam desenvolvidos.

A escrita de Fernão Lopes é, claro está, datada, porém as edições contemporâneas das Crónicas estão adaptadas ao português atual, o que faz com que qualquer pessoas as consiga ler. Ultrapassada a barreira linguística, o leitor depara-se com uma escrita clara, descritiva e até opinativa, ficando assim a saber o que Fernão Lopes pensava dos episódios ocorridos.

Recomendo vivamente a leitura das Crónicas de Fernão Lopes para quem gosta de ler sobre a monarquia, para quem gosta de História, ou simplesmente para quem tem curiosidade sobre o passado do nosso país.

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O mundo em que vivi

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Uma das minhas irmãs mais novas teve de ler este livro no 9º ano. Disse que era muito bom e aconselhou-mo vivamente. Na altura, eu andava no secundário e tinha a minha dose de leitura para fazer, sendo da área de Humanidades. No entanto, fiquei sempre com curiosidade para ler O mundo em que vivi (1943), de Ilse Losa. Hoje, com 32 anos, matei o bichinho.

Rose, uma menina judia de tenra idade, vivia em casa dos avós no final da I Grande Guerra quando o pai vai buscá-la para que ela passe a viver com eles e os irmãos numa cidadezinha próxima, na mesma altura em que Hitler ganha as eleições alemãs e incita ao sentimento anti-semita. Pouco depois, estala a II Grande Guerra.

O mundo em que vivi foi a forma que Ilse Losa arranjou para fazer as pazes com o seu país natal. A história da infância e adolescência de Rose confude-se com a da própria autora, nascida em 1913 no seio de uma família judia alemã e obrigada a emigrar, neste caso para Portugal, para fugir ao Nazismo. Nesta história ficcional, porém autobiográfica, Rose descreve como é viver durante a transição das duas guerras e fazer parte de uma família judia que sempre foi respeitada e deixou de o ser. O relato é sempre na primeira pessoa, cru, honesto e surpreendido, mas com uma dose de bondade e empatia que nunca esmorecem.

Adorei este livro. Atrevo-me a dizer que foi uma das minhas leituras preferidas do ano. Ilse Losa escreve maravilhosamente, a história é fascinante e chega até a ser original, pois fala de um intervalo de tempo que não costuma surgir amiúde na literatura: os anos entre as guerras. A minha irmã tinha razão. E eu também o recomendo vivamente.

Literatura Europeia

A verdade sobre o caso Harry Quebert

Não costumo ler bestsellers. Não tenho nada contra eles, pelo contrário, já li vários, uns melhores, outros piores. Contudo, pela minha experiência, trata-se de livros com pouco conteúdo, excessivamente publicitados por grandes editoras que pretendem vender milhares de exemplares. Neste caso específico, o fenómeno de popularidade não foi tão elevado no nosso país como no resto do mundo ocidental. Talvez tenha sido por isso que o li.

A verdade sobre o caso Harry Quebert (2012) é  o segundo livro de Joel Dicker, um jovem escritor suíço que ganhou o prestigioso prémio Goncourt des Lycéens com esta obra. O protagonista é o jovem escritor Marcus Goldman (alter ego de Dicker), que, sem inspiração,   decide passar uns dias em casa do seu mentor, antigo professor universitário e escritor famoso Harry Quebert. Quando nesse preciso período de tempo o corpo de uma jovem adolescente é encontrado 33 anos após o seu bizarro desaparecimento, Harry transforma-se no principal suspeito. Marcus não acredita na acusação e decide fazer a sua própria investigação. O que conclui é absolutamente surpreendente e dá-lhe inspiração para escrever o seu livro.

A leitura de A verdade sobre o caso Harry Quebert é altamente viciante. Os capítulos são curtos e a escrita de Dicker é simples e clara, dando vontade de virar a página e ler só mais um bocadinho. Apesar de o autor ser suíço, a história é muito americana: a ação decorre no New Hampshire e todas as personagens são quase estereótipos que costumamos ver em filmes e séries sem, no entanto, caírem no lado caricatural. A narrativa está muito bem conseguida, anda para trás e para a frente no tempo sem nunca confundir o leitor, uma proeza de Dicker que, num livro tão longo, é capaz de manter a coerência e a linha de pensamento.

A minha única crítica tem a ver com a extensão do livro. É evidente que um enredo tão complexo e com tantos anos de intervalo tem de ser comprido, no entanto, creio que mais para o final da trama, o autor poderia ter rematado a história um pouco mais cedo e ter dado outro impacto ao desenlace. Foi demasiado quando pela segunda vez parecia ter-se encontrado o culpado que afinal não o era. Compreendo que o propósito seja criar mais suspense ao leitor, mas, após 500 páginas, já não tem tanta graça.

Gostei do livro, acho que é uma boa leitura para quem aprecia thrillers e policias (como eu). O final não é óbvio, não são deixadas pontas soltas, as personagens estão devidamente desenvolvidas, e a escrita de Dicker é clara e agradável, que é o que se pretende neste tipo de literatura. Recomendo.

Literatura Europeia

A Lebre de Vatanen

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Conheço pouco a literatura escandinava e, como desejo conhecer melhor a sua cultura,  pensei que A Lebre de Vatanen (1975), de Arto Paasilinna, era um bom exemplar para eu me iniciar…

Vatanen é um homem de classe média, jornalista, casado, sem filhos, e habitante em Helsínquia que certo dia se vê envolvido num acidente de viação do qual resulta ferida uma lebre selvagem. Apesar de a lebre não ter morrido, e de Vatanen não ter sido o responsável pelo sucedido, sente-se obrigado a tratar dela. Diz ao colega que a atropelou que não é capaz de voltar à cidade sem assegurar-se de que o animal fica bem. Então, parte com ela para o bosque e é assim que a aventura de ambos começa.

A acção do romance leva-nos ao mais profundo coração da Finlândia, onde conhecemos as suas paisagens agrestes, que passam por todas as estações do ano, e as suas gentes rudes que, quiçá, estão um pouco longe da imagem que a maioria dos europeus tem dos finlandeses. Por vezes, a história torna-se tão surreal que é difícil acreditarmos nela, contudo, devemos ter em conta que os povos do norte têm este je ne sais quoi de pitoresco que faz com que as suas narrações pareçam autênticas sagas do arco-da-velha: um homem e uma lebre que ficam completamente dependentes um do outro e enfrentam um mundo complexo cheio de percalços.

A Lebre de Vatanen tornou-se um livro de culto na Escandinávia, o que não é de estranhar, pois tem tudo o que uma história a la norte da Europa gosta: amizade, natureza, suspense, bizarria, superação humana, descoberta pessoal. O padrão de um bom romance nortenho que também pode ser apreciado pelos demais. Recomendo.

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Leituras de Verão

 

Como é costume, este verão passei duas semanas fora, na praia. E, como é costume, levo sempre livros para ler. Este ano, decidi ser (demasiado) ambiciosa e por de parte cinco livros para levar. Não estava com muita fé de os ler a todos, mas… li!
O primeiro livro que comecei a ler quase não viu a luz do sol, pois foi quase todo lido em casa, só precisei do primeiro dia de férias para o terminar. Trata-se de O Jogo de Espelhos, de Agatha Christie. A autora, como já devem saber, é sempre uma das minhas companheiras de verão, se bem que este ano troquei o Poirot pela Miss Marple.
A seguir, apeteceu-me uma leitura um pouco mais “pesada” e escolhi o Animal Farm, de George Orwell. Como nunca tinha lido nada deste autor (o 1984 está na minha prateleira há alguns anos…) estava com um pouco de receio de ser demasiado lento e complicado para ser lido à beira-mar. Nada mais errado. Esta obra foi uma das grandes surpresas do ano e, consequentemente, umas das minhas leituras de verão preferidas.
Depois, para acalmar um pouco os ânimos, decidi pegar no maior livro que levei: The Lost Symbol, de Dan Brown. E foi passar do céu ao Inferno… Não gostei nada do livro. Pela primeira vez na vida saltei parágrafos porque estes não faziam falta nenhuma à história, e a vontade de lhe pegar era tanta que passei alguns dias sem ler. Regressei porque queria terminá-lo depressa para ver se o acabava e começava os outros que me faltavam. Enfim… um pesadelo.
Para ver se melhorava um pouco os meus dias, depois de uma experiência de leitura tão má e arrastada, decidi ler Wonder, de R. J. Palacio. Uma ótima decisão, pois fui ao céu outra vez. Que tesouro escondido! A escrita é fluida, muito interessante, a premissa é genial e a leitura é uma descoberta constante. Adorei este livro e acho que toda a gente o devia ler, principalmente os adolescentes.
Como término, tanto das férias, como da pilha que levei, e sentindo-me muito otimista por perceber que ia de certeza concluir o meu recto e ler todos os livros a que me propusera, peguei no que restava, Anne dos cabelos ruivos, de Lucy Maud Montgomery. Mais uma vez, não me enganei. Adorei ler este livro, não o consegui pousar. Claro que eu já conhecia a história por causa da série de desenhos animados que dava na televisão quando eu era pequena, mas foi um gosto revê-la e lembrar-me desses tempos passados.
E assim conclui as minhas leituras de verão. O balanço é muito positivo, não só porque consegui ler todos os livros que levei, como também descobri novos autores e apercebi-me de que não vale a pena insistir em géneros de que não gosto. Foram umas belas férias!
Literatura Europeia

Dubliners

Demorei uma eternidade a ler este livro. O que é de estranhar, porque gostei bastante…

Dubliners (1914) de James Joyce, é um conjunto de contos sobre pessoas que nasceram e vivem na cidade de Dublin, no início do século XX. Trata-se de pessoas anónimas, de classe média, que vivem numa época em que o nacionalismo irlandês, contra o imperialismo britânico, atinge o seu auge. Estas histórias normalmente relatam uma epifania na vida destes cidadãos, um momento em que um determinado episódio os “ilumina” em relação a um determinado assunto. Algumas destas personagens aparecem na obra maior de Joyce, “Ulisses”, pelo que a leitura prévia deste pequenino livro se torna essencial para a compreensão da epopeia.
A escrita de Joyce, ao contrário do que imaginei, é bastante acessível. Contador de histórias nato, o escritor consegue proporcionar-nos um ambiente muito realista onde incorpora personagens muito bem descritas, senhores e senhoras da sua época. Não é de estranhar, por isso, que estes contos já tenham sido inúmeras vezes adaptados à televisão e ao cinema. Gostei de todas as histórias, não houve nenhuma que me tivesse desgostado ou aborrecido. Porém, as minhas preferidas foram: Eveline, Two Gallants, The Boarding House, A Mother.
Como referi no início, demorei muito tempo a ler este pequeno livro de 190 páginas. Não foi por causa do seu tamanho, nem da escrita de Joyce, nem tão-pouco da temática. Tudo isto me pareceu muito interessante. Terá sido, porventura, devido a uma fase na minha vida onde dei mais primazia a outros meios de entretenimento do que à leitura propriamente dita. Mesmo isso, e como já terão compreendido, recomendo-o vivamente.
Literatura Europeia

Divórcio em Buda

Sándor Márai escreveu um dos livros que mais gostei de ler: As velas ardem até ao fim (cuja critica se encontra neste blogue). Por isso, não é de estranhar que eu continue a ler a sua obra e… a gostar dela.
Divórcio em Buda (1935) fala sobre um juiz casado que recebe um caso de divórcio para resolver. Relativamente novo na sociedade húngara, o processo de separação por lei nem sempre é bem visto pelos cidadãos mais conservadores, como é o caso deste juiz austero. No entanto, quando ele se apercebe que se trata do divórcio de um dos seus amigos de infância e da mulher que ele amou na juventude, a sua perspetiva do caso, e do divórcio propriamente dito, muda radicalmente.
Tal como acontece em As velas ardem até ao fim, Divórcio em Buda apresenta-nos o reencontro de dois veteranos, ex-amigos, com muitas diferenças entre si. Encontram-se mais tarde na vida para esclarecer pequenos desentendimentos que não ficaram resolvidos na adolescência. É durante essa conversa que acabam por compreender melhor os motivos que os levaram a fazer certas escolhas na vida e a razão pela qual acabam por ter de se encontrar forçosamente.
A escrita de Sándor Márai é fluída, pensada e um pouco triste. O autor revela em ambos os livros um lado muito sentimental e introspectivo que passa para as personagens e que faz com que a narrativa seja quase sempre baseada em pensamentos em vez de diálogos. Os problemas emocionais e as incompreensíveis regras da sociedade parecem ser a base da sua obra. Estes dois livros são o mais puro exemplo disso. Recomendo-os.
Literatura Europeia

A honra perdida de Katharina Blum

Nunca tinha ouvido falar deste livro, nem do seu autor, o prémio Nobel Heinrich Boll. Li-o porque faz parte da minha coleção Visão/Novis e porque a premissa me pareceu interessante.
A honra perdida de Katharina Blum (1974) fala do sensacionalismo de um jornal tablóide e do clima político radical que se vivia na Alemanha dividida. Katharina Blum é uma jovem governanta que vê a sua vida arruinada por um jornal tablóide devido a um crime cometido pelo homem com quem se acaba de relacionar. Zeitung, o jornal em causa e um disfarçado Bild-Zeitung, aproveita o escândalo para promover as suas próprias mensagens políticas sem se importar com a vida de Katharina, nem com a vida dos que a rodeiam.
A história é muito interessante, uma das mais originais que já li. Não há muitas obras de ficção que se debrucem sobre o poder da comunicação social, especialmente o tablóide, nem com as consequências que as suas ações têm na vida das pessoas. Por isso, quando nos deparamos com uma, ainda por cima passada num período histórico instável e crítico, a leitura torna-se mais cativante. A escrita de Henrich Boll não me seduziu (e a tradução desta edição em particular não é a melhor), porém, a narrativa segue-se bem e mantém o ritmo stressante ao longo do livro.
Achei esta obra muito bem pensada, original, atual, e relevante para a nossa contemporaneidade. Recomendo-a vivamente.
Literatura Europeia · Literatura Juvenil

A Família dos Mumins

 

Como sabem, por vezes gosto de ler literatura infanto-juvenil. Acho que é para “recuperar” algum tempo perdido da infância e também por mera curiosidade, pois as crianças e os jovens de hoje em dia têm tanta oferta que ocasionalmente fazem ciúmes aos adultos. Desta vez, o livro escolhido foi um clássico da literatura finlandesa: A Família dos Mumins, de Tove Jansson.
Sempre senti um grande fascínio pela Escandinávia. Já conheço todas as suas capitais e um dos meus sonhos é conhecer outras cidades mais desconhecidas, porém igualmente interessantes. Após uma viagem de trabalho à Finlândia, o meu marido trouxe-me um peluche deveras engraçado que eu nunca tinha visto: um Mumin. Disse-me que se tratam de personagens muito famosas e apreciadas pelas crianças escandinavas e que se encontram em todas as livrarias e lojas de brinquedos. Fiquei contente por aprender um pouco mais sobre a cultura finlandesa e, alguns anos após este episódio, quando vi na minha livraria local as edições portuguesas de A Família dos Mumins fiquei agradavelmente surpreendida e, claro, tive de as comprar.
A Família dos Mumins conta as peripécias de uma família de Mumins e respetivos amigos, que vivem num universo fantástico criado para satisfazer o imaginário infantil. As suas aventuras, apesar de um pouco estranhas, são uma homenagem às brincadeiras das próprias crianças, incutindo-lhes ao mesmo tempo valores importantes como a amizade, o amor, o respeito e o instinto de sobrevivência. São histórias diferentes das dos restantes livros para crianças tradicionais, o que faz com que a leitura se torne uma experiência diferente para adultos e miúdos.

Recomendo vivamente estas obras a todos os graúdos que as queiram ler e especialmente às mães e pais que gostam de ler com os filhos. As obras estão repletas de ilustrações divertidas, feitas pela própria autora, e as edições da Relógio D’ Água são muito bonitas.

Literatura Europeia

O Falecido Mattia Pascal

Quando andava a estudar italiano, a minha professora disse-me que um dia tinha de ler este livro, um dos mais hilariantes da literatura italiana. Este ano, li-o. E, sim, é mesmo hilariante.
O Falecido Mattia Pascal (1904) de Luigi Pirandello, prémio Nobel em 1934, é um clássico da literatura moderna italiana. Conta a história trágica, embora cómica, de Mattia Pascal, um homem que aproveita o equívoco da família que pensa que ele está morto para começar uma nova vida afastada de tudo e de todos. Mattia parte para Monte Carlo onde acaba por fazer fortuna nos casinos. Decide então viajar pelo mundo e assentar no quarto alugado da casa de uma família respeitada situada numa cidade onde ninguém o conhece. Acaba por se apaixonar pela filha do senhorio e apercebe-se de que não pode continuar a viver incógnito, pois tal impede-o de desfrutar plenamente da vida. Quando conclui que tem de enfrentar os seus antigos fantasmas e dizer à sociedade que sempre o conheceu que afinal se encontra vivo, tem uma grande surpresa.
A temática trágica-cómica desta obra não é única no universo da literatura europeia. Livros como Dom Quixote, Cândido ou Os cadernos de Pickwick são exemplos disso, histórias onde os protagonistas, por culpa própria ou não, dão consigo em situações bizarras que acabam por conduzi-los a caminhos obscuros mas jocosos.
Foi um prazer ler O Falecido Mattia Pascal. É uma narrativa divertida, fácil de seguir e com muitas camadas filosóficas que acabam por dar à história uma profundidade maior. Recomendo.