A Educação Sentimental

Comprei A Educação Sentimental (1869), de Gustave Flaubert, há muitos anos e o meu exemplar estava esquecido na estante, sendo de súbito ressuscitado pelo clube de leitura de uma Booktuber de quem gosto bastante. Devo dizer que quando acabei a leitura conclui que esta obra não fica a dever nada a Madame Bovary (1856).
A Educação Sentimental conta a história de Frédéric Moreau, um jovem francês estudante de Direito e cheio de sonhos que se apaixona perdidamente pela Sra. Arnoux, uma mulher mais velha, casada e com filhos. Durante vários anos, Frédéric faz de tudo para se aproximar da sua amada, pondo o seu amor à frente de tudo e de todos. Enquanto a trama decorre, dá-se a crise económica, política e social de 1848 que acaba por culminar na tão afamada República Francesa.
Este livro é muito importante porque foi com ele que Flaubert consolidou de vez o Realismo na Literatura, juntando ficção e realidade numa história que critica abertamente o Romantismo. Creio que o final grandioso dá sentido ao texto e ata as peças soltas, ensinando-nos que, por vezes, os sonhos podem ser destrutivos e que a falta de objetivos de vida ou ambição pessoal pode levar a que desejemos algo que não é para nós.
Com A Educação Sentimental, Flaubert despoletou a minha curiosidade em relação à sua obra. Já comprei Salambô (1862), e não devo tardar a lê-lo. Nesta ocasião precisei de uma ajuda externa para conhecer este grande livro. Foi a minha primeira participação num clube de leitura e, seguramente, não será a última.














