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84ª Feira do Livro de Lisboa

E eis a minha perdição deste ano da Feira do Livro de Lisboa. 20 obras fresquinhas e acabadinhas de chegar à minha estante, que terão de esperar um pouco até serem lidas, pois os primos foram adquiridos antes e estão à frente na fila. Alguns destes livros foram comprados sem aviso e com desconto, outros foram comprados de propósito, com um preço que fez oscilar um pouco a minha carteira, que passeou mais na minha mão do que é costume (sortuda). Contudo, são todos muito bem-vindos e todos me deixam com uma grande vontade de os ler.

São eles:

The GoldFinch, Donna Tartt
As Aventuras de Augie March, Saul Bellow
Nós, os afogados, Carsten Jensen
O Som e a Fúria, William Faulkner
Fúria, Salman Rushdie
Middlesex, Jeffrey Eugenides
Bem me quer, Mal me quer, Pearl S. Buck
O Sol Nasce Sempre (Fiesta), Ernest Hemingway
Triologia dos Senhores da Guerra, Bernard Cornwell
Rebelde, Bernard Cornwell
As Desventuras do Sr. Pinfold, Evelyn Waugh
A Lebre de Vatanen, Arto Paasilinna
Flush, Uma Biografia, Virginia Woolf
Histórias de Londres, Enric González
A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, Washington Irving
O livro da Selva, Rudyard Kipling
O Vento nos Salgueiros, Kenneth Grahame
O falecido Mattia Pascal, Luigi Pirandello

Literatura Europeia

Dracula

Provavelmente teria sido mais adequado ler este livro em outubro, porém, como o descarreguei gratuitamente para o Kindle e li o primeiro capítulo de imediato, foi impossível deixá-lo. 
Dracula foi escrito pelo irlandês Bram Stoker e publicado pela primeira vez em 1897. Na altura, os leitores não souberam o que pensar do livro, porém, o jornal Daily Mail não teve dúvidas em classificá-lo como melhor do que as obras de Mary Shelley e Edgar Allan Poe. Segundo alguns historiadores literários, Dracula tem mais relevância para os leitores dos séculos XX e XXI do que para a geração que o viu nascer.
Este romance gótico começa por narrar a viagem do advogado inglês, Jonathan Harker, à Transilvânia, terra do Conde Dracula, para onde é enviado de modo a tratar da papelada na preparação da viagem do Conde a Londres e consequente compra de uma propriedade. No entanto, o jovem começa a ser alvo de acontecimentos estranhos e assustadores, e aos poucos vai-se apercebendo de que o conde é um vampiro e o mantém preso no seu castelo. Com receio de enlouquecer, Jonathan aponta tudo o que vive e presencia no seu diário, o que mais tarde se revela utilíssimo. Em Whitby, esperam-no a sua noiva, Mina Murray, e os seus amigos Lucy Wenstera, Dr. John Seward, Quincey Morris e Arthur Holmwood. Jonathan consegue escapar e é internado num hospital de freiras. Em Whitby, Lucy também começa a ser objeto de eventos bizarros, pelo que o Dr. Seward, um médico psiquiátrico que não sabe o que fazer, chama o seu antigo professor Abraham Van Helsing para o ajudar. É a partir daqui que se inicia uma verdadeira caça ao vampiro e aos porquês de todas aquelas ocorrências.  
Um dos pormenores mais engraçados do livro é o facto de todo ele ser escrito em forma de diário e/ou cartas. Todas as personagens vão contando o seu ponto de vista à vez, relatando ao leitor não só os acontecimentos que vão tendo lugar, mas também a forma de como estes as afetam psicológica e emocionalmente. Assim, o espectador tem uma visão privilegiada da história, entrando nela a fundo e apercebendo-se de tudo o que se passa em primeiríssima mão. Trata-se de uma narrativa que não tem pressa em ser contada, pelo contrário, vai-se desenrolando a um ritmo agradável, sem se tornar aborrecida, nem rápida demais. Creio que o leitor dá conta de que foi um prazer para Stoker escrever este livro.
Diz-se que o escritor se inspirou em Henry Irving, um dos atores mais conhecidos do seu tempo e para quem Stoker trabalhava, para escrever Dracula. A sua ideia era que a obra fosse transposta para o teatro (tendo o próprio Stoker feito a adaptação), e que o Conde tivesse sido interpretado por Irving. Porém, tal não aconteceu porque o ator não se sentiu à vontade para o fazer. Atualmente, a teoria mais aceite é a de que Bram Stoker se inspirou no principe de Valáquia, Vlad Draculea, o Empalador, para construir a personagem. Vlad foi um aristocrata romeno, famoso pelo seu desejo de independência dos impérios turco e otomano, e pelo sadismo e crueldade com que tratava os seus prisioneiros. No livro, Van Helsing chega a compará-lo ao vampiro, dizendo: “(…) He must, indeed, have been that Voivode Dracula who won his name against the Turk, over the great river on the very frontier of Turkey-land. (…)”. (Cap. 18, pg. 145). Ainda hoje o antigo castelo de Vlad é conhecido como o castelo de Drácula.

Gostei muito de ler este livro. Está muito bem escrito (o facto de ser um epistolário ajuda à  compreensão da história e faz com que sintamos uma empatia mais vincada em relação às personagens), tem um ritmo excelente e os acontecimentos são assustadoramente requintados. É uma obra que mexe connosco e nos acompanha mesmo depois de a termos terminado de ler. Não é por acaso que já foram feitas tantas adaptações cinematográficas (sendo as melhores a de 1931 com Bela Lugosi no melhor Dracula de sempre, e a de 1992, de Francis Ford Coppola), ajudando à mitificação da personagem. É, sem dúvida, um Clássico da literatura moderna.
Literatura Juvenil · Literatura Norte-Americana

Archie Comics

Como já tenho escrito neste blogue, estou a descobrir o mundo da banda desenhada. Quando era pequena gostava muito dos almanaques da Turma da Mónica e devo ter lido centenas (se não milhares) ao longo dos anos da minha adolescência. Agora que já sou adulta, apetece-me ver que tipo de banda desenhada existe no mercado para os mais velhos. Já li Maus, Calvin & Hobbes e tenho vontade de ler Corto Maltese. Porém, numa visita recente a Nova Iorque, dei de caras com uma das bandas desenhadas mais antigas e icónicas dos Estados Unidos: Archie Comics.
Editada no inicio dos anos 40 do século vinte, Archie Comics é uma banda desenhada que tem como personagens principais um grupo de adolescentes: Archie Andrews, Betty Cooper, Veronica Lodge, Reggie Mantle e Jughead Jones, todos amigos e membros da banda de rock&roll, The Archies. A personagem principal, Archie, é um adolescente desastrado e mau aluno, sempre metido em sarilhos devido à má sorte ou às suas ideias mirabolantes. Como é de esperar sai dessas situações quase sempre ileso e num contexto quase cómico-trágico. 
Pode definir-se o grupo de amigos como tipicamente americano, isto é, cada um à sua maneira representa um esteriótipo do americano branco que aparecia muito no cinema dos anos 30 e 40. Archie é o adolescente de classe média que não quer estudar e se vê dividido entre duas raparigas: Betty e Veronica, Betty é uma loira estonteante que deseja subir na vida, ter uma apartamento no Upper East Side, passear o cão e vestir nas melhores lojas, Veronica já faz tudo isso, pois é a filha coquete de um politico influente de Washington, Reggie é claramente Republicano e deseja tornar-se politico ou advogado, e Jughead é o músico/artista relaxado do Soho que deseja criar e ser reconhecido por isso. Algumas destas personagens tiveram tanto sucesso que conseguiram ter as suas próprias publicações em BD como Betty e Veronica.
As histórias são leves, cómicas e feitas a pensar no público adolescente. Ainda assim, se um adulto não tiver mais nada para ler e der de caras com um livrinho do Archie, ou de outra personagem do grupo, não ficará aborrecido. Afinal, estas histórias tolas, de vez em quando, também animam a alma.

Literatura Europeia

A Princesa de Gelo

Eu adoro romances policiais! E quando vi “A nova Agatha Christie” escrito na capa, soube logo que tinha de comprar este livro.

A Princesa de Gelo, de Camilla Lackberg, fala-nos de um assassinato ocorrido na pacata aldeia piscatória de Fjallbacka, na Suécia. Erica Falck, uma autora de biografias de escritoras suecas residente em Estocolmo, regressa à sua cidade-natal para passar o verão na casa dos pais, que morreram recentemente num acidente de viação, e encontra o corpo sem vida da melhor amiga de infância numa banheira congelada. Depois de ligar para a polícia, ela própria começa a investigar as causas do crime e une forças com o detetive criminal, Patrick Hedstrom, que sempre nutriu um carinho especial por ela…
A história é muito cativante. Assim que começamos a lê-la, é difícil pararmos. O livro está muito bem escrito, o ritmo é impecável, e o enredo tem tudo para se tornar um ótimo romance policial. Contudo, devo dizer que o final foi um pouco menos interessante do que eu esperava. Não que não tenha gostado, só acho que poderia ter sido mais empolgante. Aconteceu tudo muito depressa, o que para um livro de 400 páginas não é compreensível, e foi bastante óbvio. Esperava um motivo espetacular e um assassino mais cruel.
No entanto, de forma geral, o livro é bom. Apesar de eu achar que a Agatha Christie é uma escritora mais talentosa, fria e manipuladora do que Camilla Lackberg, (algo que adoro nos romances policiais), penso que esta nova autora sueca tem tudo para se tornar uma escritora interessante.
Literatura Britânica · Literatura Juvenil

Mary Poppins

Nunca fui uma grande conhecedora de Mary Poppins. Aos 10 anos, quando estive pela primeira vez de férias na EuroDisney, apareceu-me à frente um casal de personagens vestido à anos 20 que eu não reconheci. Seria possível existir um filme da Disney que nunca vira? Para meu espanto, que me considerava uma perita em filmes de animação, sim, vários. E um deles era precisamente Mary Poppins.
Vi-o mais tarde, já adolescente, e devo dizer que apesar de ter gostado muito nunca foi dos meus preferidos. No entanto, no inicio deste ano, apareceu no cinema um filme bastante original sobre a realização de Mary Poppins, com dois atores fenomenais: Tom Hanks e Emma Thompson. Não podia perder. Adorei Saving Mr. Banks (fiz inclusive uma critica ao filme neste meu blogue de livros) e, como tal, resolvi ler o que esteve na base de tudo: o livro Mary Poppins escrito por P. L. Travers. 
A obra foi publicada em 1934 e deu início a uma série infantil que obteve grande êxito na sua geração e se tornou um clássico infantil também devido ao filme. Conta a história da família Banks e da sua curiosa ama, Mary Poppins, que surge com os ventos de leste (daí o nome Poppins, de alguém que pops, aparece) e cuida das quatro crianças da casa. No dia a dia, Mary mostra-lhes um mundo de fantasia que elas muitas vezes põem em causa por não acreditarem que algo de tão fantástico possa realmente existir. Conhecem personagens estranhas, viajam para lugares onde os animais falam e chegam mesmo a tomar chá com parentes de Mary. Algo que as intriga é o facto de desconhecerem em absoluto a origem de Mary Poppins. Não sabem de onde vem, onde vive, ou o que pensa, sabem apenas que é muito vaidosa, pouco simpática, senhora do seu nariz e que aparece de vez em quando. Apesar de ser assim, ela leva-os a sítios onde eles podem ser crianças no verdadeiro sentido do termo e gozar de uma liberdade que os tempos de principio de século não permitem. É por isso que acabam por gostar dela e querem que fique para sempre, o que acaba por não acontecer.
Diz-se que este livro é auto-biográfico e que a personagem de Mary Poppins foi inspirada numa tia de P. L. Travers que apareceu num dia de muito vento, após a terrível morte do seu pai, para ajudar na lida da casa e na educação das crianças. O filme Saving Mr. Banks pega igualmente nesta versão para justificar a escrita da série infantil. Eu não posso afirmar que assim seja porque nunca li a biografia de P. L Travers, contudo parece-me bastante plausível que tal pudesse ter sido o caso. Seja como for, Mary Poppins é um livro mágico que nos transporta para um mundo encantado, por vezes parecido com o do filme da Disney, e nos mostra que ser criança e poder sonhar é realmente a melhor coisa do mundo. Recomendo. 
Literatura Juvenil · Literatura Norte-Americana

The Fault in Our Stars

Este deve ser o livro mais falado na comunidade de leitores do Youtube. Não sei se por ter sido escrito por um dos rostos mais conhecidos do site de partilha de videos, John Green, se por abordar uma história comovente sobre dois adolescentes que se encontram e transformam a vida um do outro…

The Fault in Our Stars (A culpa é das estrelas) é a história de amor de dois adolescentes, Hazel e Augustus, doentes oncológicos que tentam viver o mais normalmente possível. Apesar de Hazel sofrer de uma doença incurável (cancro nos pulmões), Augustus é um paciente em recuperação depois de ter sacrificado uma perna de modo a evitar a propagação da doença. Os dois conhecem-se numa reunião do grupo de apoio para doentes com cancro da igreja local e tornam-se cúmplices desde logo. 
Como Hazel é o elo mais fraco da relação, Ausgustus resolve conceder-lhe o desejo a que tem direito por parte de uma organização que realiza os sonhos dos meninos com cancro. Hazel gastara o seu quando era mais pequena numa viagem à Disney World. Agora, o desejo da jovem é ir a Amesterdão conhecer o autor do seu livro preferido “An Imperial Affliction” (cuja história é igualmente sobre uma menina com cancro, mas que acaba em suspenso), para saber o final da trama e o que sucede às personagens. O desejo é realizado e, a partir daí, o livro sofre uma reviravolta surpreendente.
As minhas expetativas eram bastante altas, não só por The Fault in Our Stars ser um enorme sucesso comercial, a ponto de ter sido adaptado ao cinema, como também por ser aconselhado por pessoas cuja opinião eu muito prezo. Contudo, devo admitir que apesar de ter gostado do livro esperava um pouco mais. Pareceu-me que a reviravolta poderia ter sido mais bem elaborada e o final um pouco mais descritivo. Acho que o inicio foi muito bem pensado e conseguido, mas a partir da viagem a Amesterdão a história perdeu um pouco da sua fluidez e as ações ocorreram depressa demais e com poucas explicações. 
É um bom livro e não nos podemos esquecer que pertence à literatura YA (Young Adult). Tal como disse no inicio trata-se de uma história encantadora que nos recorda que o mais importante da vida são, de facto, as relações humanas. Foi uma boa leitura. 
Literatura Norte-Americana

Maus

Comecei a descobrir o mundo da banda desenhada o ano passado com o livro Blankets, de Craig Thompson. Como adorei lê-lo, decidi aventurar-me noutro clássico da BD, a primeira a ganhar o prémio Pulizter (1992): Maus, de Art Spiegelman. 
Maus, tal como Blankets, é baseado numa história verídica, neste caso na do pai do autor, Vladek Spiegelman, um sobrevivente do Holocausto. A narrativa, dividida em duas partes, mostra-nos as entrevistas que Art fez ao pai para saber o que este passou durante a II Guerra Mundial de forma a conseguir escrever, ou melhor, desenhar o seu livro. 
Uma das características mais curiosas e interessantes da história é o facto de as personagens serem representadas por animais. Os judeus, como Vladek e Art, são ratos, os Nazis são gatos, os alemães não Nazis são porcos, e os franceses são sapos. Apesar de se notar a antiguidade do traço do desenho (feito nos anos oitenta) a BD é de leitura muito agradável e eu diria mesmo viciante. 
É impossível pousar o livro antes de o terminarmos. As páginas vão passando a uma velocidade imperceptível e quando damos pelo final desejamos mais. É uma leitura sensível, fria, crua, porém cheia de esperança e amor, o que lhe confere uma dignidade impressionante. 
Recomendo vivamente a leitura de Maus, quer sejam fãs de BD ou não. Não é apenas mais uma história sobre o Nazismo ou um dos seus sobreviventes, é a história de alguém que enfrentou tudo, que teve sorte, mas que sempre acreditou que se poderia salvar e tudo fez para o conseguir. Um herói. 
Literatura Britânica

Persuasão

Este foi o primeiro livro de Jane Austen que li por prazer, e tudo graças ao Facebook. Sim, Facebook. Estava eu um belo dia a navegar pela rede social quando me surgiu a oportunidade de fazer um teste para ver a que heroína de Jane Austen mais me assemelhava. O resultado foi Anne Eliot, de Persuasão. Comecei logo a ler o livro para perceber porquê.

Anne é filha do Barão Eliot, um homem vaidoso e egocêntrico que depois de perder a mulher gasta a fortuna em extravagâncias, vendo-se obrigado a alugar o palacete e a mudar-se para uma casa mais modesta em Bath. Ao contrário do pai e das irmãs que vivem para as aparências, Anne é mais modesta e valoriza a inteligência e a bondade de espírito acima de tudo. Aos dezanove anos vive um romance com Frederik Wentworth, um jovem incompatível para o casamento por ser de estatuto social inferior, o que a obriga a terminar a relação. Ele ingressa na Marinha e torna-se Capitão, criando nome e fazendo fortuna. Apesar de não se terem visto durante muitos anos, Anne não o esquece e anseia pelo seu regresso. Até que, certo dia, isso acontece. Apesar de muito feliz, Anne não sabe se os sentimentos do Capitão se mantêm…
Persuasão, como quase todos os romances de Jane Austen, fala-nos de uma história de amor atribulada pelas convenções da época. Quando jovem, Anne é persuadida a terminar o namoro com a pessoa de quem gosta por não ter o mesmo prestígio social da família Eliot. Porém, é persuadida a casar com um homem falso e de passado duvidoso por ele ter bom nome e ligações importantes a famílias nobres. 
De certa forma, este livro recordou-me a história da Bela e o Monstro, pois faz um contraste entre o valor da beleza e riqueza em oposição ao da inteligência e bondade. Primeiro, Anne escolhe de acordo com o que se espera dela, vivendo uma vida pouco feliz, depois segue o coração e escolhe quem realmente ama, independentemente de ser bonito ou rico, e de agradar às expectativas da sociedade.
Com esta obra, Jane Austen chama a nossa atenção para o que é mais importante nas relações humanas: quem é bom e verdadeiro tem uma vida satisfatória e feliz, e quem é ignorante e valoriza as aparências vive uma vida vazia e pouco recompensadora. “(…) but they must long feel that to flatter and follow others, without being flattered and followed in turn, is but a state of half enjoyment. (…)”
Gostei do livro, achei que, apesar de ser sobre uma história de amor tem muitas camadas intrínsecas sobre temas modernos como a posição da mulher na sociedade, a livre escolha, o deixar-se influenciar ou não para agradar aos outros, etc.
Se sou parecida com Anne? Apenas direi que percebi o resultado do teste…