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2015 em leituras

O ano de 2015 foi muito interessante no que aos livros diz respeito. Ao todo li 23 livros de diferentes géneros literários: clássicos, policiais, autobiografias, infantojuvenis, não ficção. Eis a lista completa por ordem cronológica de leitura:
Um Espião Perfeito, John le Carré
Contos de Washington Irving, Washington Irving
O amor nos tempos de cólera, Gabriel García Márquez
O assassinato de Roger Ackroyd, Agatha Christie
D. Quixote de La Mancha, Miguel de Cervantes
História da Beleza, Umberto Eco
A maravilhosa viagem de Nils Holgersson através da Suécia, Selma Lagerlof
O Sentido na Vida, Susan Wolf
Autobiografia de Agatha Christie
O misterioso caso de Styles, Agatha Christie
Go set a watchman, Harper Lee
O país que não resgatou os seus bancos, Marc-Pierre Dylan
Ausente na Primavera, Agatha Christie
O Adversário Secreto, Agatha Christie
A magia do império Disney, Ginha Nader
O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
A Túlipa Negra, Alexandre Dumas
A Mulher de Branco, Wilkie Collins
The Monogram Murders, Sophie Hannah

Flor de Mel, Alice Vieira

Os Interessantes, Meg Wolitzer

Noites Brancas, Fiodor Dostoievki
The Goldfinch, Donna Tart
Como devem ter reparado não fiz criticas sobre todos os livros que li, por falta de tempo ou de vontade, não sei. Espero ser mais rigorosa em 2016. 
Vamos aos factos:
A autora que mais li foi Agatha Christie. Sou uma grande fã e ainda não me desapontei com nenhuma das suas obras. Pelo contrário, a sua autobiografia foi um dos livros que mais gostei de ler, e o Ausente na Primavera foi uma agradável surpresa.
Na minha lista continuam a imperar os clássicos, aparecendo de vez em quando livros de não ficção e uma ou outra novidade. Os livros de que menos gostei foram, sem dúvida, O Sentido na Vida e Um Espião Perfeito. Os que mais gostei foram O assassinato de Roger Ackroyd, D. Quixote de La Mancha, Autobiografia de Agatha Christie, A magia do império Disney, O retrato de Dorian Gray e Noites Brancas. As maiores surpresas foram A História da Beleza, O país que não resgatou os seus bancos, Ausente na Primavera e The Monogram Murders. Os livros que não foram aqui mencionados revelaram-se leituras agradáveis.
Os meus desejos para 2016 são ultrapassar a fasquia dos 23 livros e tentar escrever uma crítica para cada uma das minhas leituras.Venha ele e boas leituras para todos!
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Balanço 2014

Feliz ano novo! Pois é, 2014 já lá vai e é altura de fazer balanços. Para mim, tratou-se de um ótimo ano, tanto em termos pessoais, como profissionais. Em relação aos livros também foi bastante mais positivo do que negativo.
Ao todo li 22 livros em 2014 (nada mau, apesar de nos meses de abril e dezembro não ter conseguido  ler tanto como gostaria por circunstâncias da vida). 
Eis a lista por ordem cronológica:
O Assassinato do Arquiduque, Sue Woolmans
Farenheit 451, Ray Bradbury
Persuasão, Jane Austen
Mary Poppins, P. L. Travers
Maus, Art Spiegelman
The Fault in Our Stars, John Green
A Princesa de Gelo, Camilla Lackberg
Drácula, Bram Stoker
O Corsário Negro, Emilio Salgari
A Mulher Que Decidiu Passar Um Ano na Cama, Sue Townsend
O Deus das Moscas, William Golding
O Ensaio, Elanor Catton
A Viagem dos Inocentes, Mark Twain
Nova Iorque, Brendan Behan
Ferrugem Americana, Philip Meyer
Werther, Goethe
– Cards on the Table, Agatha Christie
The Ocean At The End of the Lane, Neil Gaiman
Catch 22, Joseph Heller
13 Deadly Ghosts Stories, vários autores
O Voluntário de Auschwitz, Witold Pilecki
To Kill a Mockingbird, Harper Lee
Gostei da maioria dos livros que li. Aprendi com eles, diverti-me com eles, senti-me bem com eles. No entanto, houve uns que me marcaram mais do que outros. Os que menos gostei foram A Mulher Que Passou Um Ano Na Cama e The Ocean at the End of the Lane.
Os que mais gostei foram Dracula, Maus, O Deus das Moscas, Werther e To Kill a Mockingbird. Trataram-se de verdadeiros pontos altos do meu ano. Fizeram-me refletir sobre o mundo, sobre mim, sobre a vida, sobre o passado, presente, futuro… Deram-me uma valente ressaca literária e só queria dizer a todos para os lerem porque são maravilhosos. (Leiam-nos! Todos têm artigos no blogue)
Espero que 2015 me traga aventuras literárias tão boas como as de 2014. Espero também conseguir fazer artigos para todos os livros que leio (o que acabou por não acontecer no ano passado) de forma a poder partilhar convosco a minha opinião. 
Desejo-vos um excelente ano e boas leituras!
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13 Contos de Terror…

O Halloween foi há uma semana, contudo, quero falar-vos de um livro fantasmagórico…

13 Tales from the Dead of Night é uma obra composta por treze contos sobre fantasmas, organizada por Cecily Gayford. A estudiosa de literatura inglesa escolheu trabalhos de escritores famosos como Edith Wharton e Rudyard Kipling, e de outros menos conhecidos (pelo menos, para mim) como E. Nesbit e Ruth Rendell. Apesar de a temática ser a mesma, os contos são diversificados, passados em épocas distintas, e de diferentes tamanhos. 
Confesso que os melhores foram os primeiros e os últimos. O livro começa por prometer-nos histórias estranhas sobre acontecimentos sobrenaturais inexplicáveis, mas acaba por cair no aborrecimento com histórias confusas, um pouco mais difíceis de acompanhar e muito menos assustadoras. Após a superação do meio, volta ao brilhantismo inicial, deixando o leitor com sede de mais. 
Os meus contos preferidos foram, sem dúvida, The Clock, de W. F. Harvey, The Crown Derby Plate, de Marjorie Bowen, The Haunting of Shawley Rectory, de Ruth Rendell e The Phantom Rickshaw, de Rudyard Kipling. 
Apesar de apenas ter mencionado quatro, creio que todos os contos estão muito bem escritos e merecem ser lidos. A edição de capa dura da Profile Books está linda e convida-nos a sentarmo-nos no sofá para sermos assustados. Bons pesadelos…
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…e o que os miúdos leem hoje em dia.

Um dos grandes sucessos infantojuvenis da atualidade é, sem dúvida, a série Cherub, do autor britânico Robert Muchamore. Com cerca de duas dezenas de livros publicados, esta coleção provou que os meninos e meninas afinal também gostam de histórias de espiões à la 007.
O primeiro livro da coleção, e provavelmente o que conheceu mais êxito, é O Recruta. Aqui conhecemos o protagonista da série, James, e a forma de como ele vai parar à Cherub, uma organização secreta que em vez de alistar espiões adultos alicia crianças por serem agentes “menos óbvios”. A história está cheia de momentos de ação, e a sua narrativa é parecida à de um filme. Enquanto pretende cativar o público-alvo com cenas divertidas e episódios tumultuosos, deseja, ao mesmo tempo, mostrar-lhe um pouco do passado recente inglês e ajudá-lo a compreender como funciona o atual mundo da política e da grandes organizações mundiais.
De forma geral, compreendo que o livro seja cativante para os mais novos porque tem cenas engraçadas que os fazem rir e fala de um miúdo da idade deles que se torna espião ao serviço do seu país, uma fantasia interessante e íntima que faz sonhar qualquer adolescente. No entanto, enquanto leitora mais experiente, devo admitir que achei o livro violento, preconceituoso para com os mais gordinhos e com uma história pouco original. Os clichés sucedem-se e as cenas acontecem tão rapidamente e de maneira tão desconcertada que por vezes não percebemos como passámos de um episódio para outro. As personagens, à exceção de James, são vazias, sem história, e acrescentam pouco à obra.
Não creio que O Recruta seja um livro que encha a vida de um adolescente nem que, muito menos, o marque nessa fase tão importante. É apenas mais um passatempo, divertido e cativante, sem dúvida, mas com pouco conteúdo e não muito memorável. Resumindo: O Corsário Negro 1 – 0 O Recruta.
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O que líamos antigamente…

Há vinte anos, a oferta de literatura infantil não era comparável à de hoje. Atualmente, a maioria das livrarias tem uma secção bastante grande de livros infantis e juvenis que às vezes até a mim dão vontade de ler. De autores portugueses a estrangeiros, de banda desenhada a romances, de mistérios a biografias… A gama é absolutamente esmagadora, apelando a um público cada vez mais difícil de cativar. 
Quando eu era criança ainda não havia computadores, telemóveis, consolas de jogos… Os gadgets que então possuíamos eram Game Boy, aparelhagens, walkmans, discmans, beeps, e pouco mais. A televisão conservava-se, assim, rainha e senhora do nosso tempo livre, e não líamos mais do que os jovens de hoje. Líamos diferente: Os Cinco, Uma Aventura…, Os Sete, os obras de Alice Vieira, A Lua de Joana, os almanaques da Turma da Mónica… Ou o mais comum: adaptações das grandes obras clássicas da literatura universal para jovens.
Uma dessas adaptações foi O Corsário Negro, de Emilio Salgari (autor de Sandokan), editado pela Verbo (hoje Babel). Este livro conta a história de um corsário que deseja vingar a morte dos três irmãos, assassinados pelo mesmo homem: o governador de Maracaibo, Duque Van Guld. Temido por todos, o Corsário Negro é uma lenda do alto-mar. Consegue sempre o que quer e segue um código de conduta que valoriza a honra e a justiça acima de tudo. Jurou há muito matar o Duque e todos os membros da sua família. No entanto, sofre o azar de se apaixonar, sem saber, pela filha do inimigo… 
O Corsário Negro é uma série clássica italiana do final do século XIX, cheia de aventura e romance que apela tanto a jovens como a adultos mais exigentes. Lê-se num ápice e deixa-nos com vontade de retroceder no tempo e brincar aos corsários. A escrita é apaixonante, com descrições lindas da selva e das primeiras cidades espanholas da América Latina. As personagens principais estão muito bem construídas, e cada uma tem um papel importantíssimo na trama, o que leva a crer que se lá não estivesse a história perderia. É, sem dúvida, um livro memorável que agrada a miúdos de ontem e a miúdos de hoje. Recomendo-o vivamente.
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Autógrafos

A 84ª Feira do Livro de Lisboa não serviu apenas para comprar livros, foi também um espaço de encontro entre leitores e escritores que puderam trocar ideias sobre livros, leituras e experiências de vida. Eu também gosto de me encontrar com autores cuja obra é importante para mim, e, neste ano, quis pedir o autógrafo a dois que claramente se destacaram no meu percurso literário de 2013.
A primeira é uma senhora que eu já encontrei várias vezes em fóruns e apresentações de livros:  Teolinda Gersão. Na minha tese de mestrado, usei o seu livro A Cidade de Ulisses como exemplo de obra a ler numa aula de PLE. Quando lhe pedi o autógrafo dei-lhe uma cópia da tese, que ela recebeu com grande surpresa e carinho. Espero que tenha gostado da análise literária que fiz ao seu livro.
O segundo é um escritor juvenil norte-americano que está muito em voga entre os jovens do nosso país: Robert Muchamore. Ficou famoso com a série CHERUB, uma sucessão de livros que contam a história de uma organização secreta que em vez de ter agentes adultos tem agentes adolescentes, pois as crianças levantam menos suspeitas quando espiam. O primeiro livro da série, O Recruta, foi o escolhido pelos alunos do 5º e 6º ano para lermos na segunda parte do Clube de Leitura do cessante ano letivo.

Gostei muito de falar com os dois escritores e de trocar impressões sobre os seus livros. É uma forma muito enriquecedora de perceber o ponto de vista de quem escreve e de o comparar com o de quem lê.

 

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84ª Feira do Livro de Lisboa

E eis a minha perdição deste ano da Feira do Livro de Lisboa. 20 obras fresquinhas e acabadinhas de chegar à minha estante, que terão de esperar um pouco até serem lidas, pois os primos foram adquiridos antes e estão à frente na fila. Alguns destes livros foram comprados sem aviso e com desconto, outros foram comprados de propósito, com um preço que fez oscilar um pouco a minha carteira, que passeou mais na minha mão do que é costume (sortuda). Contudo, são todos muito bem-vindos e todos me deixam com uma grande vontade de os ler.

São eles:

The GoldFinch, Donna Tartt
As Aventuras de Augie March, Saul Bellow
Nós, os afogados, Carsten Jensen
O Som e a Fúria, William Faulkner
Fúria, Salman Rushdie
Middlesex, Jeffrey Eugenides
Bem me quer, Mal me quer, Pearl S. Buck
O Sol Nasce Sempre (Fiesta), Ernest Hemingway
Triologia dos Senhores da Guerra, Bernard Cornwell
Rebelde, Bernard Cornwell
As Desventuras do Sr. Pinfold, Evelyn Waugh
A Lebre de Vatanen, Arto Paasilinna
Flush, Uma Biografia, Virginia Woolf
Histórias de Londres, Enric González
A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, Washington Irving
O livro da Selva, Rudyard Kipling
O Vento nos Salgueiros, Kenneth Grahame
O falecido Mattia Pascal, Luigi Pirandello

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Saving Mr. Banks

Mais do que um filme sobre a realização de Mary Poppins, Saving Mr. Banks é quase uma biopic sobre P. L Travers. 
P. L. Travers, neé Helen Lyndon Goff, nasceu a 9 de agosto de 1899, em Queensland, Austrália. O seu pai, um banqueiro alcoólico com dificuldade em manter um emprego estável, incutiu-lhe o gosto pelas histórias e pela aventura. Brincava com ela e as outras filhas sempre que podia e dizia-lhes para nunca crescerem, pois a vida de adulto não era divertida e estava cheia de responsabilidades. Morreu de tuberculose quando P. L. Travers ainda era criança, tendo a sua mãe chamado a irmã, Sue, para a ajudar a tomar conta da família. Sue foi a inspiração para a personagem Mary Poppins. 
Saving Mr. Banks pega na história de P. L. Travers e intercala-a com a da realização do filme de animação Mary Poppins, feito por Walt Disney (Tom Hanks). A escritora, interpretada por uma espantosa Emma Thompson, é uma pessoa amarga e embirrenta que não gosta da Disney nem do ideal de mundo perfeito que a marca patrocina. Dá-se mal com toda a gente e rejeita as ideias que os produtores têm para o filme, como a casa da família Banks, os pinguins dançantes, a banda sonora e até o ator Dick Van Dyke. A única pessoa com quem simpatiza é o motorista (Paul Giamatti) que nunca lhe dá uma resposta torta, apesar da sua antipatia, e lhe confessa que tem uma filha deficiente que adora os seus livros. 
Ao longo do filme perguntamo-nos por que razão P. L. Travers se tornou uma pessoa tão desagradável quando teve uma infância com um pai que a adorava e lhe dizia sempre para sonhar. Uma das respostas possível é o facto de ele ter morrido e ter sido “substituído” por uma tia “preceptora” que apregoava a disciplina e que, no fundo, levou a responsabilidade e as regras para o seio familiar. Parece que os sonhos de criança desvaneceram para darem lugar à realidade cruel do mundo verdadeiro. P. L. Travers desencantou-se com a vida e vestiu uma armadura para conseguir atravessá-la com mais facilidade.
Em 1933 emigrou para Inglaterra e adotou um menino irlandês, Camellius. Em 1977 recebeu a medalha da Ordem do Império Britânico. Morreu em Londres, em 1996, sem amar ninguém e sem ninguém que a amasse. 
Saving Mr. Banks é o filme sobre a sua vida, Mary Poppins e a Disney. Sobre como a infância pode moldar a nossa personalidade e mostrar o que de melhor e pior há em nós.
Recomendo vivamente. 
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Book Tag: Os 7 Pecados da Leitura

Ganância: Qual é o teu livro mais caro? E qual é o teu livro mais barato?

R: Não tenho nenhum livro que tenha sido especialmente caro, normalmente os livros mais caros que compro custam cerca de 25 ou 30 euros. Os meus livros mais baratos são da editora Europa-América ou da Penguin (Popular Classics) e custaram cerca de 2 ou 3 euros.

Ira: Com que escritor tens uma relação de amor-ódio?

R: Dan Brown. Sempre que sai um livro seu fico curiosa e leio-o, porém, acabo quase sempre por não gostar…

Gula: Que livro devoraste sem vergonha nenhuma?

R: Vários, mas o primeiro que me lembro de não conseguir pousar foi o Código da Vinci, de Dan Brown (cujo final foi um pouco decepcionante).

Orgulho: De que livro costumas falar para pareceres inteligente?
R: De nenhum, pois quando falo de livros não é para parecer inteligente, é porque gosto deles.

Preguiça: Que livro negligenciaste devido à preguiça?

R: É muito raro abandonar um livro de que não estou a gostar, tenho sempre a esperança de que melhore. No entanto, um que me deu muita luta foi o Freedom, de Jonathan Franzen.

Luxúria: Que características achas mais atraentes numa personagem?

R: Depende da personagem. Na ficção gosto de personagens boas e más, depende de como estão construídas. Por vezes há personagens muito interessantes nos livros que seriam pessoas insuportáveis na vida real.

Inveja: Que livros gostarias de receber como presente?

R: Neste momento: Mary Poppins, de P. L. Travers e The Luminaires, de Eleanor Catton. Ainda bem que faço anos daqui a um mês!