Butcher’s Crossing

Há um par de anos, após ter lido “Stoner” (1965), do escritor americano, recentemente descoberto, John Williams, soube que um dia leria os outros dois livros publicados pelo autor: “Butcher’s Crossing” (1960) e “Augustus” (1972). Comecei pelo primeiro, um western muito masculino, mas também uma história de crescimento e aventura.
A ação de “Butcher’s Crossing” ocorre em 1870 numa pequena vila chamada Butcher’s Crossing. O jovem Will Andrews fartou-se do curso que estava a tirar em Harvard e decidiu escapulir-se para esta zona rural de modo a viver uma aventura. Por intermédio de um contacto do pai conhece Miller, um caçador obcecado por bisontes que anseia desesperadamente por uma última caçada.
É assim que se desencadeia a história. Toda ela é passada nas montanhas onde quatro homens procuram bisontes, tentam caçá-los, sobreviver ao frio e aos feitios diferentes uns dos outros. Apesar de lermos sobre uma aventura e uma história de superação, o livro é bastante lento. Williams leva o seu tempo a desenvolver a ação, o que por um lado é bom porque envolve o leitor, mas, por outro, acaba por tornar tudo muito previsível.
Gostei do livro mas não me encantou. É uma boa opção para quem gosta de histórias invernais ou de westerns. Para além disso está muitíssimo bem escrito, sendo a narrativa o ponto forte de Williams. Ao lê-lo pensei várias vezes que daria um excelente filme, e, pelo que vi online, parece que será realmente levado ao grande ecrã, com Nicolas Cage como Miller, o que me desmotiva grandemente. Sempre pensei na personagem como sendo uma espécie de Glukov (Alex Ferns) da série de tv “Chernobyl”.
Com os dois primeiros livros de John Williams lidos resta-me agora “Augustus”, que em 1972 ganhou o National Book Award. Lê-lo-ei, com certeza, mas não será para já. Não será para já.