Literatura Britânica · Literatura Europeia

Silas Marner

SilasMarner

Sempre quis ler este livro, não só porque a sua autora é George Eliot (de quem sempre ouvi falar na faculdade), mas também porque a capa é a imagem de um homem a pegar afectuosamente na mão de uma criança, o que, para uma recente mãe, é atractivo.

Silas Marner (1861) conta a história de Silas, um homem injustamente acusado de roubo, que decide mudar de cidade para começar uma vida nova. Trabalha como tecelão e consegue acumular uma pequena fortuna que conta todos os dias à noite, antes de se deitar. Certa vez, repara que foi roubado e cai numa grande depressão. Após um passeio solitário pelas redondezas, ao chegar a casa encontra uma criança de dois anos a dormir, sozinha, aos pés da sua lareira.

A história de Silas cruza-se com a de outras personagens igualmente importantes para o livro, mas ao expô-las aqui só complicariam o meu resumo. E é exatamente essa a única crítica que tenho a fazer à obra: é demasiado curta para um enredo tão cheio. Na minha opinião, o livro carece desenvolvimento. Acontece tudo demasiado depressa sem que o leitor tenha tempo de digerir o que acabou de suceder. Sem ser isso, creio que é um texto bastante bom, a escrita de Eliot é simples e agradável de ler, e a história é ternurenta com o final que eu secretamente desejava. Uma óptima opção para começar a mergulhar no trabalho desta escritora.