Literatura Norte-Americana

Wonder

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Depois de uma experiência tão má com o The Lost Symbol (ver crítica abaixo), eu estava desesperada por um bom livro. Escolhi Wonder e o meu desespero foi rapidamente combatido.

Ouvi falar de Wonder (2012) no Youtube. Muitos dos chamados “booktubers” que eu sigo aconselharam a sua leitura e ao vê-lo exposto na Feira do Livro de Lisboa não hesitei e comprei-o.

A obra é sobre a adaptação de August, um menino com uma doença rara que causa a deformidade do rosto, à escola. Devido à sua condição, os pais sempre o ensinaram em casa, porém a mãe acha que será bom para ele ter contacto com o mundo exterior, pois Auggie não poderá passar o resto da vida rodeado por quatro paredes. Eis então uma mudança radical na vida dos quatro membros da família, dos alunos que frequentam a escola para onde Auggie vai, e também da sociedade em geral.

A premissa já de si é interessante e diferente, no entanto, o que eu achei mais original no livro foi a forma como R. J. Palacio retratou as mesmas situações que ocorrem nos diversos pontos de vista de quem as vive. A primeira impressão cabe a Auggie, vemos como se sente e se encaixa nesta grande aventura, depois, vemos como os outros que o rodeiam, a família e os amigos, sentem as mesmos acontecimentos no seu próprio modo de ver as coisas. Foi a primeira vez que li um livro em que tal ocorre de forma tão nítida e singular. Uma característica que permite aos leitores porem-se no lugar do Outro e, consequentemente, sentirem empatia por ele.

Gostei muito deste livro. Está bem escrito, a história é boa e emotiva e creio que não deixa ninguém indiferente. Na minha opinião, todos as pessoas, e principalmente todos os adolescentes, deviam lê-lo. Recomendo vivamente.