Literatura Juvenil · Literatura Norte-Americana

Mulherzinhas e Anos Felizes

Sempre tive o livro Mulherzinhas (1868) em casa e nunca o li. Não por falta de motivação para a leitura, pois sempre li muito, mais por estranheza e ao mesmo tempo atracção pelo livro com capa de cartaz de cinema que se encontrava dentro de uma vitrine da sala, e que nem sequer era meu. 
Quando saí de casa, nunca mais pensei na obra, até que um dia, enquanto dava uma vista de olhos aos livros das Galveias, vi um exemplar de Louisa May Alcott chamado Anos Felizes (1869). Intrigada, peguei na obra e li a contracapa. Dizia ser a sequela do livro Mulherzinhas. E isso despertou muito a minha curiosidade. 
Mulherzinhas é normalmente um livro indicado para crianças, embora eu ache que se adequa mais a adolescentes. A obra retrata a história da familia March. O pai, pastor protestante e homem culto, vai servir para a guerra enquanto a mãe fica em casa a tomar conta das quatro filhas e as ajuda a crescer. As quatro meninas são as verdadeiras heroínas do livro e é através delas que o leitor vive o dia-a-dia das mulheres que ficaram para trás enquanto a guerra decorria. Todas diferentes mas muito amigas, as irmãs ajudam-se mutuamente e revelam-nos que muitos dos problemas das mulherzinhas do passado não são muito diferentes dos das mulherzinhas do presente. Na segunda parte, as meninas tornam-se mulheres e vê-mo-las florescer e seguir por caminhos diferentes.
Por vezes moralista e feminista no bom sentido, Mulherzinhas é a principal obra de Louisa May Alcott que provavelmente se inspirou na sua propria familia para escrever um clássico da literatura que devia fazer parte da biblioteca de todos. Gostei muito. Dos dois.