Arsène Lupin

Gosto muito de policiais, principalmente no verão. É comum munir-me de um livro da saga Hercule Poirot e lê-lo à beira da piscina ou estendida na areia da praia. Contudo, este ano, decidi trocar o detetive belga por um ladrão francês, e a praia pelo lar.
Arsène Lupin, Gentleman Ladrão (1905), de Maurine Leblanc, apareceu originalmente na revista Je Sais Tout, no intento de ser uma resposta “criminosa” a Sherlock Holmes. Teve tanto sucesso que se transformou numa série, agora editada em Portugal pela Relógio D’Água.
No primeiro volume temos vários contos que nos revelam não só a origem de Arsène, como alguns dos motivos que o levaram a querer ser este ladrão cortês e pouco violento, que gosta sobretudo da boa vida e do melhor que esta tem para oferecer. O estilo narrativo de Leblanc é muito bom. Com imenso ritmo, personagens cativantes e tramas sensacionais que nos mantêm presos às paginas. Faz realmente lembrar um pouco Sir Arthur Conan Doyle, quiçá menos obscuro.
Gostei muito deste livro. Por ora, não sei se será suficiente para me levar a querer ler os restantes números da coleção, contudo, é uma óptima alternativa a Agatha Christie, mais madura, mais excitante e mais honesta. Um óptimo companheiro de férias de verão e a minha primeira leitura da época estival. Recomendo.
