Literatura Europeia

Odisseia

Confesso que a leitura deste livro não foi fácil. Talvez devido à sua extensão, talvez por ser em verso, talvez por eu preferir livros mais contemporâneos. Seja como for, a verdade é que quando o acabei, fiquei feliz por ter sido persistente e por tê-lo lido.
A Odisseia de Homero é um dos clássicos fundadores do pensamento ocidental (juntamente com a Bíblia e a Ilíada). Foi lido por quase todos os escritores que nos chegaram ao longo dos tempos, influenciando-os de uma maneira ou de outra.
A história é muito simples e conhecida da maioria das pessoas, mesmo daquelas que nunca leram o livro. Ulisses, um homem generoso e abastado, vê-se perdido depois da guerra de Tróia, e tenta desesperadamente chegar a casa, Ítaca, para a esposa, a bela e sensata Penélope (que é assediada por inúmeros pretendentes que se querem apoderar de si e dos bens de Ulisses) e para o filho prudente, Telémaco. Esta sua viagem, cheia de atribulações, dura vinte anos.
Mais que tudo, a Odisseia é um livro de aventuras escrito em verso, sobre um herói por quem o leitor nutre uma simpatia imediata devido às dificuldades que enfrenta. Percebemos que se trata de alguém especial, de um homem astucioso e divino, por ser ajudado pelos deuses, principalmente por Palas Atena, filha de Zeus.
Apesar de ser em verso, numa magnifica tradução do grego de Frederico Lourenço, é de leitura fácil e compreensível, apesar das inúmeras repetições.
Recomendo-o vivamente, não só por ser um dos grandes clássicos da Literatura, como também por nos ajudar a perceber que muitas das histórias que se lhe seguiram tiveram nele uma grande influência.