Animal Farm

O segundo livro que li nas minhas férias de Verão foi o mais pequeno que levei e o que mais me intrigava. Tinha receio de que fosse de leitura difícil, mas não, Orwell é muito claro. Muito claro.
Quando andava no secundário, a minha professora de português mostrou-nos numa aula um filme de desenhos animados chamado O Triunfo dos Porcos. Eu nunca tinha ouvido falar na obra, nem em George Orwell, mas o filme teve um grande impacto em mim. Nunca mais me esqueci dele e fiquei com vontade de ler o livro que o inspirou.
Animal Farm (1945) pretende contar a história da origem do comunismo na antiga União Soviética, através da alegoria de uma quinta. Todos os animais se juntam para expulsar o Homem opressor da propriedade e decidem ficar a governá-la sem líder e criar uma sociedade em que todos são iguais, com os mesmos direitos e deveres. A teoria é boa e todos estão de acordo com ela, o problema é que nem todos os animais são iguais, e nem todos querem ter os mesmos direitos e deveres. É aqui que os problemas começam.
Apesar de ser socialista, Orwell era um grande crítico de Estaline. Considerava-o um ditador que apreciava o culto da personalidade e governava com mão de ferro um reino de terror. O seu objetivo ao escrever esta obra foi “fundir um propósito político com um propósito artístico”. E conseguiu. Animal Farm tem pouco mais de 100 páginas mas abalou o mundo. Explica com clareza no que se pode tornar uma sociedade comunista e no que o poder pode fazer às pessoas. Faz parte de todas as listas de livros a ler e é considerado um clássico da literatura.
Para mim, foi uma boa surpresa, lembrei-me do filme que a minha professora mostrou e vi tudo com mais transparência e compreensão. Foi a minha leitura de Verão preferida. Recomendo vivamente.