The Man Who Was Thursday

Gosto muito da coleção Penguin English Library, tendo já comprado vários dos seus exemplares. Tratam-se de clássicos britânicos que qualquer amante da cultura inglesa gostaria de ler. Para além disso, as capas são artísticas, o tamanho é perfeito para ter nas mãos, a maior parte dos livros é leve e fácil de transportar e o papel é agradável ao tato. O (enorme) bónus é o facto de as lombadas serem muito coloridas e ficarem perfeitas numa estante. Por isso, quando vi esta obra de G. K. Chesterton e li a contracapa que dizia tratar-se de um livro de espiões, não hesitei e adquiri-a de imediato.
The Man Who Was Thursday (1908) passa-se em Londres num período em que a ameaça anarquista paira no ar e amedronta a população com o constante prenúncio terrorista. Syme, um homem que não acredita neste movimento, é abordado por um polícia que o convence a assistir a uma reunião anárquica (sob o pseudónimo de Thursday) e a tentar decifrar o que lá ocorre sob a chefia do temível Sunday. Nessa reunião, Syme acaba por descobrir que um dos objetivos do grupo é bombardear um encontro entre duas personalidades em França, e também se apercebe que, para além dele, todos os outros participantes são policias disfarçados, à exceção de Sunday.
Esta narrativa foi muitas vezes descrita como um thriller metafísico em que nada parece fazer sentido. O início é relativamente normal, mas a meio a história ganha contornos fantásticos que parecem não ter nexo. No final ficamos um pouco confusos e não percebemos bem o que acabámos de ler, quando nos damos conta de que o subtítulo do livro é O Pesadelo e nos apercebemos de que tudo não passa de um sonho decorrido numa realidade que não é a nossa. Se virmos a obra desta maneira ela acaba por ter alguma coerência. Pelo menos foi o que aconteceu comigo. De qualquer forma, é uma história estranha. Para quem espera um romance de espiões, desengane-se, este livro não o é. Para quem gosta de algo mais alternativo ao estilo de Alice no País das Maravilhas, acho que ficará maravilhado com Chesterton. Seja como for, até agora, foi o livro da Penguin English Library de que menos gostei. Não é mau, só não é para mim.