Literatura Europeia · Literatura Juvenil · Literatura Norte-Americana

Os livros que li em 2019

2019 foi um ano muito atípico para mim, tanto em termos de leitura como em termos pessoais. Engravidei em janeiro e, devido aos fortes enjoos por que passei, fui forçada a parar a obra que estava a ler nesse momento, A Cabana do Pai Tomás (1852), de Harriet Beecher Stowe, e a estar três meses sem ler um único livro.

A leitura fez-me muita falta e, quando finalmente comecei a recuperar o meu “eu” habitual, não soube por onde recomeçar. Não fui capaz de retomar A Cabana do Pai Tomás porque me nauseava, por isso, decidi recomeçar por livros mais leves e de não ficção. Após este reinício, consegui então voltar às grandes obras de literatura de que tanto gosto.

No total li 32 livros, o que não foi mau tendo em conta os três meses de interregno. 6 deles alcançaram a categoria dos Favoritos e 3 a das Menções Honrosas. Falarei destes nove livros num futuro post. A maioria das obras lidas foram clássicos. Gostei muito de descobrir novos autores como Daphne du Maurier, Emile Zola, Graham Greene, John Williams, Truman Capote, Arthur Conan Doyle, as irmãs Brontë e o português Júlio Dinis. Continuarei certamente a ler obras suas.

Eis a lista completa dos livros que li (por ordem de leitura):

  • Rebecca (Daphne du Maurier)
  • The diary of a bookseller (Shaun Bythell)
  • O Jogador (Fiodor Dostoievski)
  • O Livro de Ouro das Raparigas Prendadas (Sarah Vine e Rosemary Davidson)
  • Lessons from Madame Chic (Jennifer L. Scott)
  • Polish Your Poise with Madame Chic (Jennifer L. Scott)
  • At Home with Madame Chic (Jennifer L. Scott)
  • Never Let Me Go (Kazuo Ishiguro)
  • Anne of Avonlea (L. M. Montgomery)
  • Pais à maneira dinamarquesa (Jessica Alexander e Iben Sandalh)
  • Amor e Amizade (Jane Austen)
  • A Morte de Lorde Edgware (Agatha Christie)
  • Matilda (Roald Dahl)
  • O Leopardo (G. Tomasi di Lampedusa)
  • O Paraíso das Damas (Emile Zola)
  • As mentiras da cosmética (Beatrice Mautino)
  • Parisian Chic (Inès de la Fressange)
  • Comment je m’habille aujourd’hui? (Inès de la Fressange)
  • A Morgadinha dos Canaviais (Júlio Dinis)
  • O Hobbit (J. R. R. Tolkien)
  • Os Primeiros Casos de Poirot (Agatha Christie)
  • Crime e Castigo (Fiodor Dostoievski)
  • Circe (Madeline Miller)
  • O Terceiro Homem (Graham Greene)
  • O Monte dos Vendavais (Emily Brontë)
  • Agnes Grey (Anne Brontë)
  • A Inquilina de Wildfell Hall (Anne Brontë)
  • O Professor (Charlotte Brontë)
  • Shirley (Charlotte Brontë)
  • Departamento de Especulações (Jenny Offill)
  • Stoner (John Williams)
  • O Signo dos Quatro (Sir Arthur Conan Doyle)
  • Breakfast at Tiffany’s (Truman Capote)

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Literatura Norte-Americana

Hollywood (e Barfly)

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Sempre senti alguma curiosidade em ler Bukowski, especialmente por não saber nada sobre ele, apenas que era considerado um autor à margem. Ao entrar numa livraria, vi as suas obras publicadas pela Alfaguara em lindas edições e decidi comprar a que me pareceu mais apelativa, Hollywood (1989). Apesar de não saber o que esperar, não me decepcionei.

Hollywood é uma história autobiográfica sobre como foi para Charles Bukowski escrever o guião para um filme. O autor é abordado pelo realizador de cinema Barbet Schroeder para escrever uma história baseada na sua vida, sendo arremessado para Hollywood e vivendo uma pseudo vida de estrela ao lado de actores, produtores, realizadores, etc. As curiosidades que conta e as críticas que faz àquele mundo e aos actores que conheceu são simultaneamente divertidas e bizarras.

Creio que o início do livro pode ser um pouco agressivo para quem não conhece o estilo do autor. Aparecem asneiras, piadas ordinárias explícitas e muito álcool. Depois, com o decorrer da acção, creio que estes recursos acabam por suavizar, contudo, a escrita de Bukowski é conhecida precisamente por ser direta, bruta e indesculpável. Tal como o próprio. Bukowski defendia que a literatura devia ser quase bombástica, cada frase um murro no estômago numa tentativa de imitar as amarguras da vida da classe trabalhadora. Os escritores descritivos que “perdem tempo a apresentar a cena”, são, para ele, “muito aborrecidos”.

E eis que surge Barfly (1987). Com Mickey Rourke e Faye Dunaway nos principais papéis, Barfly mostra Chinaski (Bukowski) tal como ele é: bêbedo, preguiçoso, sujo, idealista, rude, mas com um bom coração. O que o homem mais quer é beber álcool e escrever em paz. A estreia teve críticas boas e más, embora Dunaway tivesse sido nomeada para um Globe de Ouro no papel que ditou o seu regresso ao grande ecrã. Hoje em dia creio que o filme é considerado de culto, principalmente para os fãs do escritor. Uma coisa é certa, a experiência de leitura de Hollywood não fica completa sem ele.

Tal como referi no início, Hollywood foi o meu primeiro contacto com Charles Bukowski, mas certamente não será o último. As suas obras relatam um “realismo sujo” (dirty realism) que é, ao mesmo tempo, absurdo e apetecível.

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Literatura Norte-Americana

Stoner

(Este artigo contém spoilers)

Em 2011, quando Anna Gavalda decidiu traduzir Stoner (1965) para francês por achar que se tratava de um belo romance, estava a fazer mais do que permitir a quem falava a sua língua a oportunidade de o ler, estava a reavivá-lo para o mundo.

Stoner narra a história de William Stoner, um rapaz americano nascido na última década do séc. XIX, para quem a vida não reservara nada de significativo. William ajudava os pais na quinta que estes possuíam no Missouri e, quando o pai o incentiva a tirar uma licenciatura na recentemente aberta Escola Agrária, é com relutância que ele aceita. Já na universidade, William é obrigado a frequentar a cadeira de Literatura Inglesa, algo que lhe muda radicalmente a vida, pois toma a decisão de mudar de curso e de não regressar à quinta dos pais.

Esta obra de John Williams parece que tem tudo e, ao mesmo tempo, que não tem nada. A vida de Stoner é relativamente “normal” para os padrões da época. Acaba o curso na universidade, permanece nela como professor, casa com Edith, uma rapariga que mal conhece e que não lhe proporciona uma vida feliz, tem uma filha que a mãe monopoliza e que acaba por sofrer as consequências de um matrimónio infeliz, arranja uma amante que acaba por “fugir” da sua vida devido à vergonha de uma relação extraconjugal, e acaba os seus dias a lutar pelos seus princípios na universidade onde lecciona.

William é um personagem bastante passivo que parece não lutar por nada, a não ser pela literatura que ensina. E é este o epicentro da obra. Ao longo da história, os livros são a grande companhia de William, e é sempre neles que ele se refugia para obter o consolo que a sua triste existência lhe parece negar.

Numa narrativa magnificamente bem escrita, John Williams, ele próprio um professor universitário de Literatura Inglesa, escreve uma ode ao poder dos livros, dizendo nas entrelinhas que apesar de tudo o que possa ocorrer nas nossas vidas temos sempre o consolo da literatura para resgatarmos a nossa humanidade. E apesar de Stoner não ser um autobiografia creio que é altamente inspirada nas experiências de Williams, ou não tivesse ele querido partilhar o seu nome com a personagem principal da sua obra.

Aquando da sua republicação, passados 50 anos de esquecimento, tanto Stoner como os restantes livro de Williams ganharam um novo fôlego, tendo sido o presente romance considerado o melhor do ano de 2013 para os leitores da livraria britânica Waterstones. Não estranho. E, claro está, recomendo-o vivamente.

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O Terceiro Homem

Decidi ler este livro porque faz parte da minha coleção Biblioteca Visão. Foi a primeira vez que li Graham Greene e, seguramente, não será a última.

Originalmente, O Terceiro Homem (1963) foi pensado como guião para um filme de Carol Reed, “para ser visto e não lido”, como o próprio Greene admite no prefácio da obra. Contudo, devido ao êxito estrondoso da película (nomeada para vários Óscares e vencedora do Bafta para Melhor Filme Britânico e do Grande Prémio do Festival de Cannes 1949), o autor decidiu romanceá-la.

Nesta história, cuja acção decorre pouco após o final da II Guerra Mundial, Rollo Martins vai a Viena, cidade ocupada pelas quatro forças vitoriosas, para descortinar o que aconteceu ao amigo de infância Harry Lime, que morrera em circunstâncias suspeitas. Quando começa a investigar o caso, Martins descobre diversas incongruências e percebe que talvez o que acreditara até então não seja inteiramente verdade.

Num thriller noire à boa maneira hollywoodesca e com uma escrita desenfreada que apela a que o leitor continue a virar as páginas, Greene desenvolve a sua narrativa de suspense sem deixar nada de fora, nem mesmo um twist no final que eu, confesso, não esperava.

Perfeito para ler em um ou dois dias, O Terceiro Homem é o romance ideal para os amantes de policiais ou para quem deseja simplesmente começar a ler a obra de Graham Greene. Recomendo. (E agora, ao filme!)

Literatura Norte-Americana

Circe

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Confesso que não estava nos meus planos ler este livro, porém quando o vi à venda na tabacaria do hotel em que fiquei hospedada este verão, decidi comprá-lo. Não sei se fiz bem…

Circe (2018), de Madeline Miller, foi um dos grandes eventos literários do ano, tendo sido nomeado para vários prémios, entre os quais o Women’s Prize For Fiction 2019, e tendo recebido inúmeras críticas altamente positivas na comunicação social. Nas redes sociais dedicadas à leitura, como o Booktube ou o Bookstagram, teve uma aceitação igualmente favorável. Estes foram os factores que me levaram a comprá-lo e a lê-lo.

A premissa do livro é simples: recontar a história de Circe através da ficção. A ninfa/deusa é fruto do casamento de Hélio com Perseis, acaba por ser rejeitada pelos pais e irmãos, e enviada para o exílio numa ilha onde desenvolve a sua feitiçaria através das ervas que encontra. Ao longo da história é visitada por diversas personagens (entre elas Ulisses, ou Odisseu, que vai a meio da sua Odisseia) que se relacionam com ela.

O exercício de narrar o mito de Circe parece-me bastante interessante, especialmente para dar a conhecer ao público um pouco da mitologia grega, no entanto creio que a narrativa de Madeline Miller ficou aquém das minhas expectativas. A sua escrita, a meu ver, é aborrecida e a forma como desenvolve as personagens é tão homogénea que todas elas parecem falar com a mesma voz, sem que nada as distinga em particular.

Não abandonei a leitura porque me custa fazê-lo. Prefiro ler a obra até ao fim para poder ter uma opinião válida sobre ela, todavia confesso que me custou chegar ao final, e que fiquei satisfeita quando o fiz.

Literatura Norte-Americana

Madame Chic

Estou grávida pela segunda vez, o que significa que os meus hábitos de leitura sofreram uma grande alteração. Durante cerca de dois meses e meio não consegui ler um único livro devido aos fortes enjoos que sofri, algo que eu já esperava pois também sucedeu aquando da minha primeira gestação.

Para sair deste impasse eu sabia que tinha de começar por algo não muito exigente, com um tema que me interessasse e com uma linguagem fácil. Foi por isso que decidi comprar a trilogia Lessons From Madame Chic, de Jennifer L. Scott, uma youtuber californiana que sigo há já alguns anos.

Lessons from Madame Chic, At Home with Madame Chic e Polish Your Poise With Madame Chic são livros de lifestyle com dicas preciosas sobre como governar uma casa e cuidar da família, enquanto cuidamos de nós próprias. Era justamente o que eu procurava, pois organizar o nosso tempo enquanto trabalhamos e temos bebés não é tarefa fácil.

Jennifer L. Scott escreveu a sua obra após passar seis meses em Paris num programa de intercâmbio entre alunos americanos e franceses. Ali ficou hospedada na casa da Famille Chic, onde, de certa forma, aprendeu os truques que agora revela nos seus livros. Foi uma experiência que lhe mudou radicalmente a vida e da qual gosta muito de falar. Pessoalmente, também sempre me senti atraída por temas sobre beleza, saúde, saber viver, alimentar a alma através das artes, limpeza e organização da casa, tentar ser a melhor mãe possível e andar apresentável e bonita no dia-a-dia. E estes livros foram o remédio para a minha demanda.

Agora já me sinto melhor e creio já conseguir ler a literatura clássica de que tanto gosto, contudo devo confessar que os três livros da Madame Chic foram perfeitos para eu ser capaz de sair desta travessia do deserto e me dedicar, por fim, à leitura.

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Literatura Norte-Americana

A Letra Escarlate

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Eu adoro quando um livro me arrebata. Adoro. E estou sempre à procura de um que me tire o fôlego e seja um murro no estômago. A Letra Escarlate foi tudo isso e muito mais.

Nathaniel Hawthorne sempre quis ser escritor e foi com A Letra Escarlate (1850) que conseguiu entrar no panteão da posteridade. Hester Prynne surge à saída da prisão com um bebé nos braços e um “A” escarlate ao peito. Perguntam-lhe quem é o pai da sua filha, mas ela recusa-se a revelar, preferindo carregar o peso da responsabilidade sozinha. Entretanto, na multidão, um homem mais velho recém-chegado à colónia de Nova Inglaterra, onde decorre a acção, olha-a nos olhos e leva o dedo aos lábios pedindo-lhe silêncio…

Esta obra fala sobre a estigmatização social e a humilhação pública das personagens que cometem um crime aos olhos dos Puritanos, regentes da colónia segundo a Lei divina. Tudo o que seja pecado, tentação ou desvirtuamento é mal visto numa sociedade que não hesita em excluir e envergonhar os que não cumprem os costumes estabelecidos pela Igreja, neste caso, Anglicana. Nathaniel Hawthorne critica, assim, os cristãos radicais,  escusando-se numa narrativa ficcional a que chamou simplesmente de “Um Romance”.

Gostei muito, muito, muito deste livro. E Hester Prynne é a minha nova heroína feminina. A Letra Escarlate foi até agora foi um dos meus livros preferidos do ano e já é seguramente um dos preferidos de sempre. Recomendo vivamente.

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Tolstoy and the Purple Chair

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Conheci a história de Nina Sankovitch há uns anos e fiquei completamente deliciada com ela. No entanto, não me atrevi a comprar o livro da autora até agora. Curiosamente, comecei a lê-lo no final de janeiro e, a meio da sua leitura, deu-se um acontecimento maravilhoso na minha vida: o nascimento do meu primeiro filho. Por isso, tal como os livros que Nina lê, esta obra ficará ligada à minha própria história para sempre.

Nina Sankovitch é uma pacata mulher americana que perdeu prematuramente a irmã mais velha para o cancro. Este acontecimento trágico afetou-a de tal modo que ela decidiu passar literalmente um ano inteiro a ler um livro por dia. Ia com frequência à biblioteca local levantar obras pouco extensas para poder cumprir a sua tarefa e, assim, lidar com o sofrimento que a perda de Anne-Marie lhe provocou. O resultado é Tolstoy and the Purple Chair (2011), uma linda ode aos livros e à leitura que estabelece uma intertextualidade curiosa com a própria existência da autora. Nesta obra, Nina narra-nos a sua vida através dos livros que mais a marcaram e ensinaram a lidar com a realidade contemporânea, nem sempre fácil de suportar. É um desabafo cândido e sincero de uma pessoa que adora livros e os vê como ferramentas importantes para lidar com a vida e aprender com ela.

Gostei muito deste livro. Trata-se de uma obra simples mas inocente e despretensiosa, cujo objetivo é apenas dizer que os livros nos marcam em várias alturas da nossa vida. Como já referi, este em particular esteve presente num momento muitíssimo importante da minha. Por isso mesmo nunca será esquecido.

Literatura Norte-Americana

A Visita do Brutamontes

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Tinha este livro na minha estante desde 2011, ano em que foi galardoado com o prémio Pulitzer. Nunca me tinha apetecido lê-lo, mas, não sei porquê, no final do ano peguei nele e decidi torná-lo a minha última leitura de 2017.

A Visita do Brutamontes ou A Visit from the Goon Squad (2010), já que o li em inglês, é uma obra surpreendente graças sobretudo à maneira de como está escrita. Jennifer Egan brinca com a noção de tempo e escreve várias histórias que se vão entrelaçando não linearmente ao longo do livro e nos vão dando conta de como os anos passam para as personagens. É uma experiência muito interessante para o leitor que deve estar atento para não perder o fio à meada. O tema da obra é a mudança na cena e na indústria musicais americanas, desde os anos 70 até à atualidade, e, caso haja personagens principais eu diria que são Bennie, produtor musical, e Sasha, uma cleptomaníaca que, a certa altura, acaba por trabalhar como sua assistente. No final da história, há inclusive um capitulo engenhoso totalmente escrito em PowerPoint.

Trata-se de um livro muito curioso e original. A narrativa, embora estranha, prende-nos com grande facilidade e como exercício literário eu diria que está muito bem conseguido e que é diferente de tudo o resto, daí, creio, ter ganho o Pulitzer. É difícil afirmar se permanecerá no cânone ou se foi apenas uma divertida história passageira, só o tempo, que é um rufia, o dirá. De qualquer forma, enquanto este não nos apanha, recomendo a sua leitura.

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Balanço de leitura 2016

2016 foi um ótimo ano, principalmente no que respeita a livros. Não me impus nenhuma meta porque não acredito na leitura por lazer como uma obrigação, leio porque me dá prazer e porque quero. Ainda assim, gosto de ir melhorando os meus hábitos de leitura e de acabar o ano com um maior número de livros lidos do que no ano anterior. Foi exatamente o que aconteceu. Em 2015 li 23 livros e em 2016 li 45. Não podia estar mais satisfeita.

No início do ano passado decidi que queria ultrapassar os 23 livros que li em 2015 e empenhar-me mais na leitura. Comecei com um clássico que sempre quis ler: E Tudo o Vento Levou. Como é um livro extenso demorei três meses a lê-lo, e pensei que as minhas expectativas de ler mais livros em 2016 estavam goradas. Escolhi, então, ler obras um pouco mais curtas para me motivar a ler mais. Resultou. O meu gosto pelos livros e o “BookTube” deram-me o empurrão que eu precisava para me concentrar na leitura. Acabei por ter um ano muito produtivo, em que a diversidade foi o ponto alto.

Lista de livros lidos (por ordem de leitura):

E Tudo o Vento Levou, Margaret Mitchell
3 contos de Hans C. Andersen (A Pequena Sereia, A Rainha das Neves, A Vendedora de Fósforos)
O Principe e o Pobre, Mark Twain
Paris, Julien Green
O mapa e o território, Michel Houllebecq
Divórcio em Buda, Sandor Marai
Flush – Uma Biografia, Virginia Woolf
Bom-dia, Meia-Noite, Jean Rhys
O Livro da Selva, Rudyard Kipling
O Caso do Segredo da Enteada, Erle Stanley Gardner
A Lebre de Vatanen, Arto Paasilinna
A honra perdida de Katharina Blum, Heinrich Boll
A familia dos Mumins, Tove Jansson
O último dia de um condenado, Victor Hugo
O espião que veio do frio, John Le Carré
O falecido Mattia Pascal, Luigi Pirandello
Peter Pan, J. M. Barrie
A verdade sobre o caso Harry Quebert, Joel Dicker
Dubliners, James Joyce
O Mundo Em Que Vivi, Ilse Losa
O Vento nos Salgueiros, Kenneth Graham
They Do It With Mirrors, Agatha Christie
Animal Farm, George Orwell
The Lost Symbol, Dan Brown
Wonder, R. J. Palacio
Anna dos Cabelos Ruivos, Lucy Maud Montgomery
A herança de Eszter, Sandor Marai
A familia de Pascual Duarte, Camilo José Cela
As mais belas fábulas africanas, vários autores
As duas irmãs, Agatha Christie
As crónicas de Fernão Lopes, Fernão Lopes
As desventuras do Sr. Pinfold, Evelyn Waugh
Washington Square, Henry James
The Pearl, John Steinbeck
As aventuras de Ton Sawyer, Mark Twain
As aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain
A tarde de um escritor, Peter Handke
The Invisible Man, H. G. Wells
O cometa dos Mumins, Tove Jansson
The Catcher in the Rye, J. D. Salinger
The Big Four, Agatha Christie
A joia das sete estrelas, Bram Stoker
Merry Christmas, Louisa May Alcott
The Nutcracker, E. T. A. Hoffman
A Festa de Halloween, Agatha Christie

Os autores mais lidos foram: Agatha Christie (como não podia deixar de ser), Mark Twain, Sandor Marai e Tove Jansson.

Os livros de que mais gostei foram: E Tudo o Vento Levou; Bom-dia, Meia-Noite; O espião que veio do frio; O mundo em que vivi; Animal Farm; Wonder; Anna dos cabelos ruivos; The Catcher in the Rye; The Big Four.

Os livros de que menos gostei foram: O Livro da Selva; O Vento nos Salgueiros; The Lost Symbol; A joia das sete estrelas; The Nutcracker.

Surpresa do Ano: The Catcher in the Rye. Foi o livro que este ano mais me marcou. Descobrir Salinger e a sua obra-prima foi um dos pontos altos do meu ano literário. Fiquei com muita vontade de ler as suas restantes obras.

Desilusão do Ano: The Lost Symbol. O pior livro do ano. Não teve ponta por onde se lhe pegasse. Uma boa ideia muito mal executada.

Conclusão: 2016 foi um ótimo ano de leituras. Nem todos os livros referidos têm crítica aqui no blogue, mas terão, pois planeio escrever sobre eles assim que puder. Também pretendo manter ou ultrapassar o número de livros lidos. Seria espetacular ler mais de 45 livros em 2017. Por vezes não depende só de mim, mas vou tentar, tenho as prateleiras cheias de excelentes propostas. Todas as segundas-feiras há novo artigo aqui no blogue.

Desejo-vos um ótimo 2017, cheio de ótimas leituras!