Literatura Britânica · Literatura Juvenil

The Ocean at the End of the Lane

Neil Gaiman é um dos autores preferidos dos “booktubers”. Mais conhecido por escrever livros para crianças e jovens adultos, tem estatuto de estrela no Reino Unido (onde nasceu e reside) e não há obra que publique que não seja um sucesso.
Incluindo The Ocean at the End of the Lane (2013). Bestseller em vários países, decidi comprá-lo por ter tido uma grande aceitação na comunidade de leitores do Youtube. Contudo, foi uma das leituras de que menos gostei este ano. A história centra-se na infância do próprio Neil Gaiman que nos conta como foi viver numa família aparentemente disfuncional e encontrar um novo sentido para a vida junto a umas vizinhas estranhas, possuidoras de poderes mágicos. Tudo começa quando o pai trai a mãe com a babysitter que Gaiman detesta, e este engendra um plano com as vizinhas para afastá-la da sua casa e da sua vida.
No início, a leitura foi bastante agradável. A narrativa tinha pés e cabeça e a história era interessante. No entanto, quando as vizinhas revelam que têm poderes e que podem fazer desaparecer a babysitter, que na realidade é uma bruxa, a história deixou de fazer sentido para mim. A linha condutora perdeu-se completamente, houve questões que foram deixadas em suspenso sem nenhuma conclusão, e, apesar de o final não ter sido mau, foi mais do que esperado. 
Como este livro de Neil Gaiman não me entusiasmou particularmente, acho que não continuarei a seguir a sua obra. É pena, pois este escritor sempre me despertou uma grande curiosidade devido ao êxito que tem junto dos “booktubers”. Mas, enfim, embora parecidos, os gostos nunca são iguais. 
Literatura Juvenil · Literatura Norte-Americana

Archie Comics

Como já tenho escrito neste blogue, estou a descobrir o mundo da banda desenhada. Quando era pequena gostava muito dos almanaques da Turma da Mónica e devo ter lido centenas (se não milhares) ao longo dos anos da minha adolescência. Agora que já sou adulta, apetece-me ver que tipo de banda desenhada existe no mercado para os mais velhos. Já li Maus, Calvin & Hobbes e tenho vontade de ler Corto Maltese. Porém, numa visita recente a Nova Iorque, dei de caras com uma das bandas desenhadas mais antigas e icónicas dos Estados Unidos: Archie Comics.
Editada no inicio dos anos 40 do século vinte, Archie Comics é uma banda desenhada que tem como personagens principais um grupo de adolescentes: Archie Andrews, Betty Cooper, Veronica Lodge, Reggie Mantle e Jughead Jones, todos amigos e membros da banda de rock&roll, The Archies. A personagem principal, Archie, é um adolescente desastrado e mau aluno, sempre metido em sarilhos devido à má sorte ou às suas ideias mirabolantes. Como é de esperar sai dessas situações quase sempre ileso e num contexto quase cómico-trágico. 
Pode definir-se o grupo de amigos como tipicamente americano, isto é, cada um à sua maneira representa um esteriótipo do americano branco que aparecia muito no cinema dos anos 30 e 40. Archie é o adolescente de classe média que não quer estudar e se vê dividido entre duas raparigas: Betty e Veronica, Betty é uma loira estonteante que deseja subir na vida, ter uma apartamento no Upper East Side, passear o cão e vestir nas melhores lojas, Veronica já faz tudo isso, pois é a filha coquete de um politico influente de Washington, Reggie é claramente Republicano e deseja tornar-se politico ou advogado, e Jughead é o músico/artista relaxado do Soho que deseja criar e ser reconhecido por isso. Algumas destas personagens tiveram tanto sucesso que conseguiram ter as suas próprias publicações em BD como Betty e Veronica.
As histórias são leves, cómicas e feitas a pensar no público adolescente. Ainda assim, se um adulto não tiver mais nada para ler e der de caras com um livrinho do Archie, ou de outra personagem do grupo, não ficará aborrecido. Afinal, estas histórias tolas, de vez em quando, também animam a alma.

Literatura Britânica · Literatura Juvenil

Mary Poppins

Nunca fui uma grande conhecedora de Mary Poppins. Aos 10 anos, quando estive pela primeira vez de férias na EuroDisney, apareceu-me à frente um casal de personagens vestido à anos 20 que eu não reconheci. Seria possível existir um filme da Disney que nunca vira? Para meu espanto, que me considerava uma perita em filmes de animação, sim, vários. E um deles era precisamente Mary Poppins.
Vi-o mais tarde, já adolescente, e devo dizer que apesar de ter gostado muito nunca foi dos meus preferidos. No entanto, no inicio deste ano, apareceu no cinema um filme bastante original sobre a realização de Mary Poppins, com dois atores fenomenais: Tom Hanks e Emma Thompson. Não podia perder. Adorei Saving Mr. Banks (fiz inclusive uma critica ao filme neste meu blogue de livros) e, como tal, resolvi ler o que esteve na base de tudo: o livro Mary Poppins escrito por P. L. Travers. 
A obra foi publicada em 1934 e deu início a uma série infantil que obteve grande êxito na sua geração e se tornou um clássico infantil também devido ao filme. Conta a história da família Banks e da sua curiosa ama, Mary Poppins, que surge com os ventos de leste (daí o nome Poppins, de alguém que pops, aparece) e cuida das quatro crianças da casa. No dia a dia, Mary mostra-lhes um mundo de fantasia que elas muitas vezes põem em causa por não acreditarem que algo de tão fantástico possa realmente existir. Conhecem personagens estranhas, viajam para lugares onde os animais falam e chegam mesmo a tomar chá com parentes de Mary. Algo que as intriga é o facto de desconhecerem em absoluto a origem de Mary Poppins. Não sabem de onde vem, onde vive, ou o que pensa, sabem apenas que é muito vaidosa, pouco simpática, senhora do seu nariz e que aparece de vez em quando. Apesar de ser assim, ela leva-os a sítios onde eles podem ser crianças no verdadeiro sentido do termo e gozar de uma liberdade que os tempos de principio de século não permitem. É por isso que acabam por gostar dela e querem que fique para sempre, o que acaba por não acontecer.
Diz-se que este livro é auto-biográfico e que a personagem de Mary Poppins foi inspirada numa tia de P. L. Travers que apareceu num dia de muito vento, após a terrível morte do seu pai, para ajudar na lida da casa e na educação das crianças. O filme Saving Mr. Banks pega igualmente nesta versão para justificar a escrita da série infantil. Eu não posso afirmar que assim seja porque nunca li a biografia de P. L Travers, contudo parece-me bastante plausível que tal pudesse ter sido o caso. Seja como for, Mary Poppins é um livro mágico que nos transporta para um mundo encantado, por vezes parecido com o do filme da Disney, e nos mostra que ser criança e poder sonhar é realmente a melhor coisa do mundo. Recomendo. 
Literatura Juvenil · Literatura Norte-Americana

The Fault in Our Stars

Este deve ser o livro mais falado na comunidade de leitores do Youtube. Não sei se por ter sido escrito por um dos rostos mais conhecidos do site de partilha de videos, John Green, se por abordar uma história comovente sobre dois adolescentes que se encontram e transformam a vida um do outro…

The Fault in Our Stars (A culpa é das estrelas) é a história de amor de dois adolescentes, Hazel e Augustus, doentes oncológicos que tentam viver o mais normalmente possível. Apesar de Hazel sofrer de uma doença incurável (cancro nos pulmões), Augustus é um paciente em recuperação depois de ter sacrificado uma perna de modo a evitar a propagação da doença. Os dois conhecem-se numa reunião do grupo de apoio para doentes com cancro da igreja local e tornam-se cúmplices desde logo. 
Como Hazel é o elo mais fraco da relação, Ausgustus resolve conceder-lhe o desejo a que tem direito por parte de uma organização que realiza os sonhos dos meninos com cancro. Hazel gastara o seu quando era mais pequena numa viagem à Disney World. Agora, o desejo da jovem é ir a Amesterdão conhecer o autor do seu livro preferido “An Imperial Affliction” (cuja história é igualmente sobre uma menina com cancro, mas que acaba em suspenso), para saber o final da trama e o que sucede às personagens. O desejo é realizado e, a partir daí, o livro sofre uma reviravolta surpreendente.
As minhas expetativas eram bastante altas, não só por The Fault in Our Stars ser um enorme sucesso comercial, a ponto de ter sido adaptado ao cinema, como também por ser aconselhado por pessoas cuja opinião eu muito prezo. Contudo, devo admitir que apesar de ter gostado do livro esperava um pouco mais. Pareceu-me que a reviravolta poderia ter sido mais bem elaborada e o final um pouco mais descritivo. Acho que o inicio foi muito bem pensado e conseguido, mas a partir da viagem a Amesterdão a história perdeu um pouco da sua fluidez e as ações ocorreram depressa demais e com poucas explicações. 
É um bom livro e não nos podemos esquecer que pertence à literatura YA (Young Adult). Tal como disse no inicio trata-se de uma história encantadora que nos recorda que o mais importante da vida são, de facto, as relações humanas. Foi uma boa leitura. 
Literatura Britânica · Literatura Juvenil

O Coelho Pedro e outras histórias

O Coelho Pedro, ou Peter Rabbit, é uma personagem clássica da literatura infantil que faz parte do imaginário de muitas crianças e adultos. Conheci este adorável coelhinho através de uns desenhos animados que davam na RTP2. Contudo, quando mais tarde vi o filme Miss Potter, com Renée Zelleweger e Ewan McGregor, percebi que estas histórias representavam mais do que uma mera diversão para os pequenitos. 
Helen Beatrix Potter nasceu em 1866, na cidade de Londres, no seio de uma abastada família burguesa que vivia dos rendimentos dos avós maternos, antigos comerciantes de algodão. Foi educada em casa com o irmão, porém, quando este prosseguiu os estudos numa escola para rapazes, Beatrix permaneceu em casa (como quase todas as meninas), tendo por companhia os animais domésticos. Gostava de os observar e começou a desenhá-los com apenas nove anos. As férias da família eram passadas na Escócia e em Lake District onde Beatrix aprendeu a apreciar a natureza e a vida animal. Mais tarde acabaria por estudar Arte e História Natural. 
Beatrix tentou editar as suas histórias e desenhos mais de cinquenta vezes, sem sucesso. Contudo, houve um editor que apostou nela: Norman Warne. Os livros foram muito bem recebidos pelo público e permitiram a Beatrix comprar uma propriedade em Near Sawrey, que chamou de Hill Top e integrou nos seus contos. Os pais, vitorianos, não achavam adequado que uma menina de família vivesse da publicação de livros, pelo que exigiram que ela se casasse. O que não sabiam, no entanto, era que Norman Warne pedira Beatrix em casamento e ela aceitara com muito entusiasmo. Porém, um mês depois do pedido, Norman morreria de anemia, o que deixou Beatrix bastante deprimida. Concentrou-se no trabalho e escreveu mais do que nunca.
Acabaria por casar em 1913 com William Heelis, um procurador local e amante da natureza, tal como ela. Foram viver para Sawrey onde se dedicaram à criação animal e preservação ambiental. Quando Beatrix morreu, em 1943, deixou ao National Trust mais de 1600 ha de terras e quinze quintas. 
Diz-se que J. K. Rowling deu o apelido Potter a Harry em honra de Beatrix, e chamou a escritora infantil que aparece nos livros da saga de Beatrix Bloxam, em homenagem a Potter. 
O Coelho Pedro
É um livro pequeno que narra em onze histórias as peripécias dos animais de uma quinta.
As personagens são sempre as mesmas: os Coelhinhos Flopsi, o esquilo Trinca-Trinca, os Dois Ratos Traquinas, o Bernardo Bichano, a Genoveva Patareca, a Senhora Janota, o Timóteo Pezinhos-de-Lã, Ruivo e Pickles, a Senhora Tira- Nódoas e o Senhor Jeremias Pescador. 
Há contos mais bonitos do que outros, mas todos tendem a mostrar uma moral que, a meu ver, nem sempre é clara (principalmente para crianças). Nota-se que a obra está um pouco desactualizada em relação aos livros infantis de hoje, mas, na minha opinião, é um livro a ter em conta ou não fosse ele um clássico. 
Creio que parte da sua magia se deve ao facto de ter sido um dos primeiros livros infantis da literatura moderna a ser escrito por uma mulher, e ter ilustrações absolutamente magníficas e ternurentas apreciadas por pessoas de todas as idades. 
Diz-se que o quarto do Principe George de Inglaterra, filho dos Duques de Cambridge, foi decorado com figuras do Coelho Pedro. 
Literatura Juvenil · Literatura Norte-Americana

Mulherzinhas e Anos Felizes

Sempre tive o livro Mulherzinhas (1868) em casa e nunca o li. Não por falta de motivação para a leitura, pois sempre li muito, mais por estranheza e ao mesmo tempo atracção pelo livro com capa de cartaz de cinema que se encontrava dentro de uma vitrine da sala, e que nem sequer era meu. 
Quando saí de casa, nunca mais pensei na obra, até que um dia, enquanto dava uma vista de olhos aos livros das Galveias, vi um exemplar de Louisa May Alcott chamado Anos Felizes (1869). Intrigada, peguei na obra e li a contracapa. Dizia ser a sequela do livro Mulherzinhas. E isso despertou muito a minha curiosidade. 
Mulherzinhas é normalmente um livro indicado para crianças, embora eu ache que se adequa mais a adolescentes. A obra retrata a história da familia March. O pai, pastor protestante e homem culto, vai servir para a guerra enquanto a mãe fica em casa a tomar conta das quatro filhas e as ajuda a crescer. As quatro meninas são as verdadeiras heroínas do livro e é através delas que o leitor vive o dia-a-dia das mulheres que ficaram para trás enquanto a guerra decorria. Todas diferentes mas muito amigas, as irmãs ajudam-se mutuamente e revelam-nos que muitos dos problemas das mulherzinhas do passado não são muito diferentes dos das mulherzinhas do presente. Na segunda parte, as meninas tornam-se mulheres e vê-mo-las florescer e seguir por caminhos diferentes.
Por vezes moralista e feminista no bom sentido, Mulherzinhas é a principal obra de Louisa May Alcott que provavelmente se inspirou na sua propria familia para escrever um clássico da literatura que devia fazer parte da biblioteca de todos. Gostei muito. Dos dois.
Literatura Europeia · Literatura Juvenil

O Diário de Anne Frank

Devo confessar que só agora é que li este livro. E que pena não tê-lo feito mais cedo. Trata-se de um testemunho magnifico sobre as vitimas do Holocausto que não se encontravam nos campos de concentração, mas que tentavam fugir deles.

Anne dá-nos a imagem perfeita de como era viver com medo dos alemães, num anexo pobre, sem condições, com cada vez menos comida, e com pessoas desconhecidas que se revelaram ser difíceis de conviver. Também nos dá informações históricas como o facto de eles saberem o que se passava nos campos de concentração e de terem a consciência de que se fossem apanhados teriam o mesmo destino que os restantes judeus.
No meio deste testemunho surgem ainda as angústias e as aflições de uma adolescente que entra para o anexo aos 13 anos e que sai de lá para um campo de concentração, onde morre, aos 15.
O Diário de Anne Frank é um livro obrigatório para não se deixar cair no esquecimento aquele que foi um dos episódios mais horrendos da História da Humanidade. E, se por acaso forem a Amesterdão, não podem deixar de visitar a casa de Anne Frank, ou seja, o anexo onde Anne viveu com a familia, os Van Daan e o Sr. Dussel durante dois anos.
Uma história que vale a pena conhecer para não se tornar a repetir.
Literatura Britânica · Literatura Juvenil

Um Cântico de Natal

Desde pequeninos que vamos tendo conhecimento, através da televisão, do cinema ou do chamado boca-a-boca, de histórias que se tornaram clássicos e que, por isso, todos acabamos por conhecer porque vão sendo passadas de geração em geração. O que por vezes não sabemos, é que muitas dessas histórias surgiram da imaginação de escritores dotados, com mais ou menos relevância na sua própria época, e cujos livros foram sendo reeditados ao longo dos tempos e adaptados a formatos mais modernos. É o caso de Um Cântico de Natal, de Charles Dickens.
O que eu já sabia sobre este conto, escrito em 1843, era que um velho rabugento chamado Scrooge (que mais tarde viria a emprestar o nome ao célebre Tio Patinhas [Scrooge McDuck, na versão original], também ele rabugento e somítico), não gostava do Natal e, como tal, receberia a visita de três espíritos do Natal, o do passado, o do presente e o do futuro. Contudo, depois de ler o livro fiquei a conhecer a história completa e a compreender o porquê da sua longevidade e do seu fascínio.
Um Cântico de Natal não é apenas um manifesto que nos diz que o Natal é uma época de amor, paz e harmonia e que, por isso, devemos olhar mais para os outros e tentar adoptar uma atitude fraterna para com eles. Com esta obra, Dickens diz-nos que nunca é tarde para mudar e que apesar de termos tido uma infância difícil e de a vida por vezes ser muito complicada graças aos seus obstáculos naturais que todos encontramos pelo caminho, podemos olhar para ela como algo de bom e dar à nossa família, aos nossos amigos e aos demais o amor e a amizade de que todos precisamos enquanto seres humanos.
Longe de ser um livro moralista ou puramente religioso, Um Cântico de Natal é apenas a visão de um homem sobre a natureza humana e sobre aquilo que mais nos une e nos deixa felizes: a amizade e o gosto pela vida que, segundo ele, apesar de tudo, vale a pena.
Literatura Juvenil · Literatura Portuguesa

A Voz dos Deuses

O primeiro livro de João Aguiar, editado em 1984, foi uma boa estreia literária.
A Voz dos Deuses é uma espécie de livro de memórias feito pela personagem principal, Tongio, na velhice. A sua história confunde-se com a da Lusitânia, uma espécie de reino idealizado pelos lusitanos que, chefiados pelo famoso Viriato, lutavam incessantemente para não caírem nas teias do império romano que se expandia a olhos vistos.
Pode dizer-se que é um livro de aventuras didáctico, pois enquanto narra a historia ficcional de um jovem guerreiro que deseja ser útil à sua sociedade e lutar por aquilo em que acredita, conta, ao mesmo tempo, a História da Lusitânia e daqueles que a fizeram. Podemos inclusivamente encontrar, no final do livro, notas com os factos reais sobre Viriato, os ritos e lugares sagrados da Lusitânia, uma referencia bibliográfica que o autor utilizou, e um resumo cronológico com os factos históricos.
Enquanto obra literária, A Voz dos Deuses tem uma escrita bastante fluída (quase cinematográfica) e de fácil compreensão, o que o torna ideal para um público mais jovem que não só se diverte com a acção do livro, como também aprende sobre a História da sua própria identidade.