Literatura Europeia

A Princesa de Gelo

Eu adoro romances policiais! E quando vi “A nova Agatha Christie” escrito na capa, soube logo que tinha de comprar este livro.

A Princesa de Gelo, de Camilla Lackberg, fala-nos de um assassinato ocorrido na pacata aldeia piscatória de Fjallbacka, na Suécia. Erica Falck, uma autora de biografias de escritoras suecas residente em Estocolmo, regressa à sua cidade-natal para passar o verão na casa dos pais, que morreram recentemente num acidente de viação, e encontra o corpo sem vida da melhor amiga de infância numa banheira congelada. Depois de ligar para a polícia, ela própria começa a investigar as causas do crime e une forças com o detetive criminal, Patrick Hedstrom, que sempre nutriu um carinho especial por ela…
A história é muito cativante. Assim que começamos a lê-la, é difícil pararmos. O livro está muito bem escrito, o ritmo é impecável, e o enredo tem tudo para se tornar um ótimo romance policial. Contudo, devo dizer que o final foi um pouco menos interessante do que eu esperava. Não que não tenha gostado, só acho que poderia ter sido mais empolgante. Aconteceu tudo muito depressa, o que para um livro de 400 páginas não é compreensível, e foi bastante óbvio. Esperava um motivo espetacular e um assassino mais cruel.
No entanto, de forma geral, o livro é bom. Apesar de eu achar que a Agatha Christie é uma escritora mais talentosa, fria e manipuladora do que Camilla Lackberg, (algo que adoro nos romances policiais), penso que esta nova autora sueca tem tudo para se tornar uma escritora interessante.
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O Assassinato do Arquiduque

E o primeiro livro do ano está lido!
O Assassinato do Arquiduque, de Greg King e Susan Woolman, foi um presente de natal que pedi à minha irmã para ler como continuação de Os Três Imperadores, de Miranda Carter. 

O livro é uma espécie de biografia sobre o arquiduque Francisco Fernando e todos os factos que levaram ao seu assassinato em Sarajevo, em 1914, e ao início da Primeira Guerra Mundial. 
Francisco Fernando não era o herdeiro natural ao trono austro-húngaro, mas sobrinho do imperador Francisco José e quarto na linha de sucessão. Quando o príncipe herdeiro, Rodolfo, se suicidou, e o pai de Francisco Fernando se recusou a ser o sucessor devido à idade avançada, o arquiduque teve de assumir a sua “responsabilidade de Habsburgo” e assegurar a governação do reino. 


Francisco Fernando era um aristocrata diferente. Casou com a mulher que amava, Sophie Chotek, queria dividir o reino em regiões para garantir uma governação mais fácil e eficaz, e era mais instruído do que a maior parte dos membros da aristocracia. O imperador Francisco José não gostava das suas ideias por achar que eram demasiado liberais, e temia que o império se desfizesse sob o reinado de um arquiduque que nunca fora educado para reinar. 


O facto de o arquiduque ter desposado Sophie Chotek também não agradou ao tio, nem à nobreza. Apesar de ter nascido condessa, Sophie viveu uma vida de poucos luxos, pois a sua família perdera a fortuna e sobrevivia com o salário pouco abastado do pai, embaixador. Muitos viram no casamento uma forma de Sophie subir na vida e, por isso, não gostavam dela e humilhavam-na sempre que possível. Devido ao casamento morganático, o arquiduque foi forçado a fazer um juramento em como não incluía a mulher e os filhos na linha de sucessão. Quando morresse, o reino passaria automaticamente para o seu primo, Otto. 

O Assassinato do Arquiduque dá-nos uma ideia muito clara de como era para esta família viver na corte Habsburgo enquanto a Europa atravessava um período de grande agitação social. Muitas monarquias colapsaram no começo do século XX, pelo que o grande desafio, e desejo, das casas reais era manterem-se no poder sem muita instabilidade. 

Apesar de ser um livro histórico, de não-ficção, é notório que os autores não são completamente imparciais. Isto é, ao longo do livro, apercebemo-nos de que Greg King e Susan Woolman estão do lado de Francisco Fernando e Sophie quando dizem que eles foram vítimas de uma conspiração perpetrada por pessoas sem moral e sem escrúpulos. Se aceitarmos esta premissa conseguimos compreender melhor a visão que os autores têm dos acontecimentos históricos. Devo dizer que, para mim, não constituiu nenhum obstáculo à leitura nem à formação de uma opinião própria.

Conclusão: gostei muito deste livro. Está muito bem escrito, tem um ritmo agradável e, apesar de ser um livro de História, não é nem pouco mais ou menos aborrecido. Fiquei a saber mais sobre o arquiduque cuja morte despontou um dos maiores massacres da Humanidade, e sobre o contexto político-social europeu da primeira metade do século XX. Recomendo!
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A Year in the Merde

Comecei a ler este livro há cerca de ano e meio, e parei. Parei porque não achei graça, porque me pareceu gratuito e porque simplesmente não me cativou. A personagem principal não era interessante e a trama também não era especialmente intrigante. Não pensei voltar a lê-lo, contudo, há três semanas, quando procurava a minha nova leitura, vi-o na estante, ainda com o separador a marcar a minha paragem, e pensei que não adiantava nada ele estar ali a apanhar pó e que mais valia lê-lo. Acabei-o ontem.

A Year In The Merde (2004) é o primeiro livro do autor inglês Stephen Clarke. Conta a história de Paul West, um jovem britânico que vai trabalhar para uma empresa de alimentação parisiense com o propósito de os ajudar a abrir uma cadeia de casas de chá. 
Paul percebe rapidamente que o Reino Unido e a França são muito diferentes a nivel cultural. Seja no trabalho, em discotecas/cafés ou simplesmente na vida social e politica do país, o protagonista vê que a mentalidade francesa não tem nada a ver com a forma de como ele vê o mundo. Queixa-se das contantes greves que os sindicatos fazem e que paralisam o país (farmacêuticos, policias, jornalistas, transportes públicos, etc), da corrupção, da politica, das mulheres, do trabalho, enfim… Parece que todos os defeitos dos descendentes de Asterix acabam por atingi-lo, de uma forma ou de outra.

Apesar de ser um livro onde a personagem principal se queixa constantemente das características dos gauleses, há passagens bastante cómicas que nos dão a conhecer um pouco mais, não da realidade francesa, como poderá dar a entender, mas dos círculos politicos e corruptos que assolam a França. Paul compreende que as pessoas que o rodeiam não são propriamente honestas e decide fazer-lhes frente de uma maneira não comprometedora, mas que acaba por ser vantajosa para todos.

A Year In The Merde não é espectacular, é um livro que se lê bem na praia ou nos transportes públicos, caso não estejam em greve. Tem uma linguagem acessível, situações caricatas e é pouco repetitivo.
O único aspecto de que não gostei muito foi o facto de as mulheres serem quase sempre vistas como uma potencial parceira sexual. Ou será que este britânico é que era tarado? Enfim…
Recomendo o livro a quem quiser saber um pouco mais sobre o funcionamento da sociedade francesa ou simplesmente a quem quiser ler um livro divertido e despreocupado.

Sei que entretanto Stephen Clarke já publicou algumas sequelas desta obra como Merde Actually, Merde Happens, Dial M for Merde e The Merde Factor. É caso para dizer que se espreme a laranja até ao fim. Não lerei nenhum destes exemplares porque A Year In The Merde não me marcou ao ponto de me deixar curiosa sobre os restantes livros, e porque me parece que a história ficou resolvida, não necessitando, assim, de mais intervenções. 
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Alone in Berlin

Sempre que visito uma cidade estrangeira gosto de trazer comigo um livro, de preferência um romance, que seja importante para a comunidade local ou que me ensine um pouco mais sobre a sua História e cultura. Quando estive em Florença comprei o Non ti muovere, de Margaret Mazzantini (que adorei, e que já está editado em Portugal), quando fui à Polónia comprei The Land of Ulro, de Czeslaw Milosz (de que não gostei), quando a minha familia visitou Nova Iorque pedi-lhes encarecidamente que me trouxessem o Winter’s Journal, de Paul Auster (que ainda não li), e neste artigo vou falar do livro que comprei quando estive em Berlim: Alone in Berlin, de Hans Fallada (que adorei):

Apesar de só me ter apercebido a meio do livro, a história de Alone in Berlin é baseada em factos reais. Otto e Anna Quangel, dois alemães de classe baixa residentes em Berlim, perdem o filho na invasão que a Alemanha Nazi faz à França. Anna culpa o marido pelo sucedido, argumentando que o seu menino morreu por causa do seu amado Fuhrer, e a relação do casal começa a azedar. Otto, que até então nunca dera grande importância à politica, começa a sentir-se culpado e a aperceber-se de que afinal os ideais do regime não são assim tão benéficos para a sociedade como todos pensam. Então, como protesto, escreve um cartão contra o Nazismo que coloca estrategicamente no vão de escadas do prédio de uma rua vizinha. Quando Anna se dá conta do que o marido faz, apoia-o, ajuda-o, e os dois iniciam uma luta derrotada contra o governo que certamente os conduzirá a uma morte dolorosa.
Apesar das suas 600 páginas, o livro está muito bem escrito e é fácil de ler. Os primeiros capítulos podem ser um tanto confusos devido às inúmeras personagens que entram na história, contudo, a partir do momento em que estão todas apresentadas, a sua leitura torna-se fluida e muito agradável. Hans Fallada é um eximio contador de histórias, e a aventura dos Quangel está relatada na forma de thriller, o que leva a que seja difícil pousar o livro depois de o começarmos a ler. Uma das coisas de que mais gostei nesta edição da Penguin Modern Classics foi o facto de no fim trazer documentos e fotografias oficiais dos verdadeiros Quangel, ou melhor, Hampel. Fez com que tudo se tornasse muito mais real.
Alone in Berlin é um verdadeiro murro no estômago. É diferente de muitos romances sobre o Nazismo ou a Segunda Guerra Mundial porque fala dos alemães que se opuseram ao próprio regime, pessoas normais que não seguiram a maioria que apoiava Hitler e que fizeram tudo o que estava ao seu alcance para se lhe oporem, ainda que tal significasse perder a vida após uma tortura pungente. Aqui são os alemães que perseguem e os alemães que são perseguidos. Alemães que no meio de tanta propaganda e “lavagem cerebral” conseguiram ver e perceber que nada daquilo fazia sentido. 
Sempre achei que toda a gente devia visitar Auschwitz-Birkenau e ler o Diário de Anne Frank antes de morrer. Agora adiciono a esta dupla Alone in Berlin. Recomendo vivamente. 
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O Diário de Anne Frank

Devo confessar que só agora é que li este livro. E que pena não tê-lo feito mais cedo. Trata-se de um testemunho magnifico sobre as vitimas do Holocausto que não se encontravam nos campos de concentração, mas que tentavam fugir deles.

Anne dá-nos a imagem perfeita de como era viver com medo dos alemães, num anexo pobre, sem condições, com cada vez menos comida, e com pessoas desconhecidas que se revelaram ser difíceis de conviver. Também nos dá informações históricas como o facto de eles saberem o que se passava nos campos de concentração e de terem a consciência de que se fossem apanhados teriam o mesmo destino que os restantes judeus.
No meio deste testemunho surgem ainda as angústias e as aflições de uma adolescente que entra para o anexo aos 13 anos e que sai de lá para um campo de concentração, onde morre, aos 15.
O Diário de Anne Frank é um livro obrigatório para não se deixar cair no esquecimento aquele que foi um dos episódios mais horrendos da História da Humanidade. E, se por acaso forem a Amesterdão, não podem deixar de visitar a casa de Anne Frank, ou seja, o anexo onde Anne viveu com a familia, os Van Daan e o Sr. Dussel durante dois anos.
Uma história que vale a pena conhecer para não se tornar a repetir.
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Eu não tenho medo

Brincando com os amigos numa tarde de muito sol, Michele acaba por esbarrar numa casa abandonada que contem um segredo macabro. Está lá escondido um menino da sua idade, raptado por pessoas da aldeia e deixado a definhar num buraco escuro, sujo e frio, sem água, nem comida.
Este é o ponto de partida de Io non ho paura (Eu não tenho medo), um romance de 2001 da autoria do escritor italiano, premiado em 2007 com o prémio Strega, Niccolo Ammaniti. A acção da história decorre em 1978, numa cidade imaginária do Sul de Itália chamada Acqua Traverse. Tem como personagem principal Michele Amitrano, um rapaz pré-adolescente, curioso e destemido, que desafia os valores dos adultos sofridos e conformados, e tenta encontrar dentro de si o bom senso que lhes falta.
Muito bem escrito e com um ritmo fluente, Io non ho paura espelha a realidade complicada das gentes do sul italiano, que prezam a família acima de tudo, mas que sentem grandes dificuldades em entender-se, em falar sobre os seus sentimentos, e em pôr comida na mesa.
Com um desfecho inesperado mas bonito e ternurento, revelando, mais uma vez, que a força interior, o bom senso e o amor são os motores do ser humano, o livro encerra com um final meio aberto, meio fechado, permitindo várias interpretações ao leitor, mas deixando-o, ao mesmo tempo, com uma dica sobre o que provavelmente terá acontecido. Muito bonito.
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História da Polónia

História da Polónia, de Adam Zamoyski, um professor de História nova-iorquino descendente de polacos, é um resumo construtivo e completo, sem ser exaustivo, sobre o passado de uma das nações mais interessantes da Europa.
Como povo com uma identidade social e cultural, a Polónia conheceu o seu ideário na idade média, sendo um dos poucos estados europeus, senão mesmo o único, a viver segundo um regime democrático, onde o parlamento (sejm) elegia o rei, em vez de se sujeitar a uma hereditariedade considerada divina. Como está localizada no centro do continente, com uma excelente fronteira para o Mar Báltico, a Polónia foi, desde sempre, invadida, conquistada e partilhada pelas nações vizinhas que viam naquela extensão de terra um óptimo local de passagem, de recrutamento de exércitos e de vias de comunicação. Não foi por acaso que este país foi o primeiro a ser invadido na II Guerra Mundial e o que, depois do conflito, ficou mais destruído. Ainda assim, a Polónia conseguiu sempre reerguer-se chegando mesmo a dar ao mundo uma das suas primeiras universidades, bibliotecas, constituição «democrática» (3 de Maio), e talentos do calibre de Frederic Chopin, Marie Curie, Nicolau Copérnico, Papa João Paulo II e nada mais, nada menos do que quatro prémios Nobel da Literatura: Henrik Sienkiewicz, Czeslaw Milosz, Wladislaw Reymont e Wislawa Szymborska.
Segundo Adam Zamoyski, esta nação nunca se extinguiu devido ao sentimento de identidade profundo que os polacos possuem. Ainda bem, pois após tudo o que passaram, também eles, ou sobretudo eles, têm direito à liberdade tão merecida.
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São Petersburgo

Não sei se é algo tipicamente russo, mas cada vez que leio um autor deste país acho o livro bastante confuso. Aconteceu com a Lolita de Nabokov, o Nariz de Gogol e agora com o Petersburgo de Béli.
O inicio do livro é bastante interessante, estamos na Rússia do principio do século vinte, momentos antes da revolução, e somos recebidos nesta cidade emblemática por uma familia disfuncional. O filho de um general (simbolo da antiga Rússia imperial) alista-se no partido comunista onde é incitado a guardar uma bomba artesanal (colocada dentro de uma lata de sardinhas) em casa, com o objectivo de matar o pai. É a partir daqui que a história se desenvolve, acompanhada por um misto de loucura e genialidade que confunde e, por vezes, aborrece o leitor. Nicolai passa o livro inteiro a tentar perceber o que quer fazer, o que deve fazer e quem é. A escrita, que tenta expressar o pensamento e os sentimentos da personagem, torna-se confusa e estranha, não sendo (pelo menos para mim) agradável de ler. O que também não ajuda é a mancha gráfica do texto, os nomes enormes e repetitivos das personagens, as imensas notas de rodapé, que nos situam e explicam algumas das passagens, e a pontuação desordenada, cheia de dois pontos, travessões e vírgulas.
O mais surpreendente é que apesar de a história não ser um primor de ler, tem um final surpreendente e até comovente.
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Odisseia

Confesso que a leitura deste livro não foi fácil. Talvez devido à sua extensão, talvez por ser em verso, talvez por eu preferir livros mais contemporâneos. Seja como for, a verdade é que quando o acabei, fiquei feliz por ter sido persistente e por tê-lo lido.
A Odisseia de Homero é um dos clássicos fundadores do pensamento ocidental (juntamente com a Bíblia e a Ilíada). Foi lido por quase todos os escritores que nos chegaram ao longo dos tempos, influenciando-os de uma maneira ou de outra.
A história é muito simples e conhecida da maioria das pessoas, mesmo daquelas que nunca leram o livro. Ulisses, um homem generoso e abastado, vê-se perdido depois da guerra de Tróia, e tenta desesperadamente chegar a casa, Ítaca, para a esposa, a bela e sensata Penélope (que é assediada por inúmeros pretendentes que se querem apoderar de si e dos bens de Ulisses) e para o filho prudente, Telémaco. Esta sua viagem, cheia de atribulações, dura vinte anos.
Mais que tudo, a Odisseia é um livro de aventuras escrito em verso, sobre um herói por quem o leitor nutre uma simpatia imediata devido às dificuldades que enfrenta. Percebemos que se trata de alguém especial, de um homem astucioso e divino, por ser ajudado pelos deuses, principalmente por Palas Atena, filha de Zeus.
Apesar de ser em verso, numa magnifica tradução do grego de Frederico Lourenço, é de leitura fácil e compreensível, apesar das inúmeras repetições.
Recomendo-o vivamente, não só por ser um dos grandes clássicos da Literatura, como também por nos ajudar a perceber que muitas das histórias que se lhe seguiram tiveram nele uma grande influência.
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A arte de lidar com as mulheres

A Arte de lidar com as mulheres (Padrões Culturais Editora; 79 páginas) é um livro bastante interessante porque nos dá uma visão abrangente de como a mulher, enquanto ser humano e social, era visto pela sociedade do século XIX. O filósofo alemão Arthur Schopenhauer diz que a mulher é um ser inferior ao homem, que quando se vê com dinheiro esbanja-o até não haver amanhã, que é infantil porque só quer agradar o homem através de métodos imaturos, e que só serve para destruir o discernimento do homem que é uma vitima dela.

Contudo, por outro lado, acaba por dizer que os homens nunca conseguiriam viver sem as mulheres, e que estas tornam o mundo mais interessante. Em que é que ficamos? O melhor é mesmo lerem o livro, mas fiquem desde já a saber que Schopenhaeur teve uma relação bastante atribulada com a mãe e que as suas relações amorosas não foram bem-sucedidas…