Literatura Norte-Americana

The Call Of The Wild

O último livro que li foi The Call Of The Wild (1903), de Jack London. Trata-se de uma pequena novela sobre um cão chamado Buck, que é subitamente raptado de sua casa para servir de cão condutor em Klondike, uma região inóspita do Alasca onde se tinham descoberto minas de ouro. Esta famosa febre do ouro fez com que muita gente tentasse a sua sorte e seguisse caminho para uma vida difícil e arriscada onde praticamente só os mais fortes e aptos sobreviviam. E é exatamente este o tema de The Call Of The Wild.

Buck é uma cria de São Bernardo cruzado com Collie e vive em casa de um juiz californiano. Não é um cão de família, mas é bem tratado e não sente falta de nada. Contudo, após o seu rapto, Buck vai encontrar-se nas piores das condições. Todos os homens o maltratam, fazem-no andar quilómetros a fio no meio de temporais e a escassez de comida é uma realidade de todos os dias. Para piorar, os outros cães não o aceitam e ele vê-se obrigado a lutar pelo seu lugar, assumindo a liderança da matilha. São todas estas privações que vão fazer com que o seu lado selvagem venha ao de cima. Ele sente-se cada mais um animal ligado à natureza.

Gostei muito desta história. Jack London é rude e cru na sua escrita. Muito frontal e violento. Conta as coisas como elas são, como a natureza as fez e as faz funcionar. A natureza dos animais e dos homens, todos em conexão num dos lugares mais primitivos e inabitáveis do planeta. É a lei do mais forte, do mais cruel e do mais selvagem.

Nesta bonita edição da Penguin English Library em particular, The Call Of The Wild é seguido de três contos soberbos de London. Gostei particularmente do último, Love of Life (1907), cujas imagens grotescas ainda me assaltam a mente. Gostaria agora de ler White Fang (1906) pelo mesmo autor, uma história contada ao contrário: um cão selvagem que se deixa domar. Parece interessante, não acham?

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