Decidi ler este livro porque faz parte da minha coleção Biblioteca Visão. Foi a primeira vez que li Graham Greene e, seguramente, não será a última.
Originalmente, O Terceiro Homem (1963) foi pensado como guião para um filme de Carol Reed, “para ser visto e não lido”, como o próprio Greene admite no prefácio da obra. Contudo, devido ao êxito estrondoso da película (nomeada para vários Óscares e vencedora do Bafta para Melhor Filme Britânico e do Grande Prémio do Festival de Cannes 1949), o autor decidiu romanceá-la.
Nesta história, cuja acção decorre pouco após o final da II Guerra Mundial, Rollo Martins vai a Viena, cidade ocupada pelas quatro forças vitoriosas, para descortinar o que aconteceu ao amigo de infância Harry Lime, que morrera em circunstâncias suspeitas. Quando começa a investigar o caso, Martins descobre diversas incongruências e percebe que talvez o que acreditara até então não seja inteiramente verdade.
Num thriller noire à boa maneira hollywoodesca e com uma escrita desenfreada que apela a que o leitor continue a virar as páginas, Greene desenvolve a sua narrativa de suspense sem deixar nada de fora, nem mesmo um twist no final que eu, confesso, não esperava.
Perfeito para ler em um ou dois dias, O Terceiro Homem é o romance ideal para os amantes de policiais ou para quem deseja simplesmente começar a ler a obra de Graham Greene. Recomendo. (E agora, ao filme!)