Literatura Norte-Americana

Circe

circe

Confesso que não estava nos meus planos ler este livro, porém quando o vi à venda na tabacaria do hotel em que fiquei hospedada este verão, decidi comprá-lo. Não sei se fiz bem…

Circe (2018), de Madeline Miller, foi um dos grandes eventos literários do ano, tendo sido nomeado para vários prémios, entre os quais o Women’s Prize For Fiction 2019, e tendo recebido inúmeras críticas altamente positivas na comunicação social. Nas redes sociais dedicadas à leitura, como o Booktube ou o Bookstagram, teve uma aceitação igualmente favorável. Estes foram os factores que me levaram a comprá-lo e a lê-lo.

A premissa do livro é simples: recontar a história de Circe através da ficção. A ninfa/deusa é fruto do casamento de Hélio com Perseis, acaba por ser rejeitada pelos pais e irmãos, e enviada para o exílio numa ilha onde desenvolve a sua feitiçaria através das ervas que encontra. Ao longo da história é visitada por diversas personagens (entre elas Ulisses, ou Odisseu, que vai a meio da sua Odisseia) que se relacionam com ela.

O exercício de narrar o mito de Circe parece-me bastante interessante, especialmente para dar a conhecer ao público um pouco da mitologia grega, no entanto creio que a narrativa de Madeline Miller ficou aquém das minhas expectativas. A sua escrita, a meu ver, é aborrecida e a forma como desenvolve as personagens é tão homogénea que todas elas parecem falar com a mesma voz, sem que nada as distinga em particular.

Não abandonei a leitura porque me custa fazê-lo. Prefiro ler a obra até ao fim para poder ter uma opinião válida sobre ela, todavia confesso que me custou chegar ao final, e que fiquei satisfeita quando o fiz.

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