Literatura Britânica · Literatura Europeia

O Vento nos Salgueiros

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Para mim, os clássicos são sempre uma ótima oportunidade não só para conhecer os livros considerados o cânone da literatura, mas também para compreender porque o são. O Vento nos Salgueiros (1908) é, há muito, considerado um livro de referência no género infantil, tendo sido adaptado para séries de animação e longas-metragens. Por isso, quis lê-lo.

O Vento nos Salgueiros, de Kenneth Grahame, sempre me intrigou. Sempre pensei nele como um romance ternurento passado no mundo dos animais, quiçá até um pouco triste. O que descobri, porém, não foi bem isso. É verdade que o primeiro capítulo é promissor, com um rato e uma doninha a partirem numa viagem de barco através do rio junto às suas casas, contudo, depois, parece que o livro ganha uma linguagem cómica e torna as aventuras destes amigos, de um sapo e uma toupeira, um pouco mais surreais. Creio que deve apelar a uma criança ler este tipo de brincadeiras, porém, o que me pareceu foi que as brincadeiras também são um pouco adultas para um público mais novo (como é, por exemplo, o caso da prisão do sapo).

Esta obra é interessante, mas não foi, de todo, uma das minhas preferidas. Acho que a minha ideia romantizada levou um pouco a melhor de mim e me estragou a experiência da leitura. De qualquer forma, devo referir que O Vento nos Salgueiros (cujo título é um dos mais bonitos no que a narrativas infantis diz respeito) é um livro muito bem escrito e querido para muita gente. Lá por eu não o ter adorado não quer dizer que seja mau. Não me arrependo de o ter lido, pelo contrário, é bom conhecer os clássicos e perceber o que leva tantas pessoas a a gostar deles. Neste caso em concreto compreendo que tenha sido uma obra para crianças inovadora para o início de século. Se perdurou até aos dias de hoje é porque há muita gente a apreciá-los. Infelizmente, não é bem o meu caso.

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