Só tenho uma palavra para descrever este livro: incrível.
Se seguem o meu blogue com alguma frequência, já perceberam que sou fã incondicional de Agatha Christie. Conheço bem a sua obra e não passa um ano sem que leia um livro seu. Contudo, nunca tinha posto as mãos no que é hoje considerado o clássico da literatura policial por excelência, e o seu melhor trabalho: O Assassinato de Roger Ackroyd (1926).
Tudo começa com o homicídio de Mrs. Ferrars, viúva de um dos homens mais importantes de King’s Abbott. O outro homem rico da aldeia é Roger Ackroyd, que ultimamente sente uma certa apreensão pela sua vida, sem que ninguém perceba muito bem porquê. A verdade é que ele tem motivos para estar preocupado e acaba mesmo por ser assassinado. É neste momento que Poirot entra em cena e o enredo se desenrola ao mais puro estilo Christie.
A narrativa é-nos contada pelo Dr. Sheppard, o médico de King’s Abbott que analisou primeiramente os dois cadáveres. Poirot junta-se a ele numa espécie de dupla que imita a que manteve em muitos livros com o Capitão Hastings, na esperança de lhe ser mais fácil obter informações para resolver o caso, pois, como o próprio diz, encontra-se reformado e as celulazinhas cinzentas já não são o que eram.
Para não variar, a história está muito bem escrita e descrita, com todos os pormenores que nos apaixonam em Agatha Christie. É fácil de seguir, um deleite de ler, e (muito) difícil de poisar. Apesar de, pela primeira vez, eu ter descoberto o/a responsável pelos crimes, recomendo vivamente a leitura deste livro e compreendo por que razão é considerado o ex-libris da literatura policial. Tem tudo. Trama, intriga, paixão, suspense, medo, morte, inteligência.
Se é o melhor que Agatha Christie nos deixou, não sei, pois, dos que já li, gosto especialmente de As Dez Figuras Negras (1939) e de Poirot e o Jogo Macábro (1946). Na minha opinião, é tão bom quanto estes. No entanto, ao contrário dos dois, está presente em inúmeras listas de livros a ler antes de morrer. Eu já me adiantei e adorei!
