Literatura Britânica

O Deus das Moscas

Uma das melhores leituras do ano. Só assim é que consigo descrever este maravilhoso livro que tão bem retrata a natureza humana. 
O Deus das Moscas, do escritor inglês premiado com um Nobel da literatura em 1980, William Golding, narra a história de um grupo de rapazes que fica perdido numa ilha, sem adultos, após um acidente que lhes matou os pais. Estes meninos, de várias idades, vão tentar criar uma sociedade de forma a sobreviverem aos perigos de um território novo e satisfazerem as suas necessidades básicas. O problema é que nem todos concordam com as regras estabelecidas e o grupo acaba por se dividir, impedindo-os de viverem em paz. 
Esta obra fala essencialmente sobre a natureza humana. Há rapazes com personalidades mais fortes do que outros que acabam por se autodenominarem líderes e subjugarem os outros por estes serem diferentes ou simplesmente mais novos e fracos. A voz da razão nem sempre está presente e, quando está, é ouvida com preconceito e arrogância.
O que creio que William Golding quis mostrar com este livro, e com um exemplo tão básico como rapazes perdidos numa ilha, foi que a natureza humana não é igual em todos os homens. Uns são mais pacíficos, outros mais violentos, uns são mais sensatos, outros mais aventureiros. O problema é que quando não se sabe conversar e a anarquia se instala, o grupo torna-se violento e selvagem per se, perde a noção da sensatez e acaba por praticar ações más que provavelmente nunca praticaria num ambiente civilizado.
Aconselho vivamente a leitura de O Deus das Moscas, um clássico de 1954 que ainda hoje dá que pensar. 

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