Literatura Juvenil · Literatura Norte-Americana

The Fault in Our Stars

Este deve ser o livro mais falado na comunidade de leitores do Youtube. Não sei se por ter sido escrito por um dos rostos mais conhecidos do site de partilha de videos, John Green, se por abordar uma história comovente sobre dois adolescentes que se encontram e transformam a vida um do outro…

The Fault in Our Stars (A culpa é das estrelas) é a história de amor de dois adolescentes, Hazel e Augustus, doentes oncológicos que tentam viver o mais normalmente possível. Apesar de Hazel sofrer de uma doença incurável (cancro nos pulmões), Augustus é um paciente em recuperação depois de ter sacrificado uma perna de modo a evitar a propagação da doença. Os dois conhecem-se numa reunião do grupo de apoio para doentes com cancro da igreja local e tornam-se cúmplices desde logo. 
Como Hazel é o elo mais fraco da relação, Ausgustus resolve conceder-lhe o desejo a que tem direito por parte de uma organização que realiza os sonhos dos meninos com cancro. Hazel gastara o seu quando era mais pequena numa viagem à Disney World. Agora, o desejo da jovem é ir a Amesterdão conhecer o autor do seu livro preferido “An Imperial Affliction” (cuja história é igualmente sobre uma menina com cancro, mas que acaba em suspenso), para saber o final da trama e o que sucede às personagens. O desejo é realizado e, a partir daí, o livro sofre uma reviravolta surpreendente.
As minhas expetativas eram bastante altas, não só por The Fault in Our Stars ser um enorme sucesso comercial, a ponto de ter sido adaptado ao cinema, como também por ser aconselhado por pessoas cuja opinião eu muito prezo. Contudo, devo admitir que apesar de ter gostado do livro esperava um pouco mais. Pareceu-me que a reviravolta poderia ter sido mais bem elaborada e o final um pouco mais descritivo. Acho que o inicio foi muito bem pensado e conseguido, mas a partir da viagem a Amesterdão a história perdeu um pouco da sua fluidez e as ações ocorreram depressa demais e com poucas explicações. 
É um bom livro e não nos podemos esquecer que pertence à literatura YA (Young Adult). Tal como disse no inicio trata-se de uma história encantadora que nos recorda que o mais importante da vida são, de facto, as relações humanas. Foi uma boa leitura. 

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