O poder dos livros.
Este poderia ser o mote de um clássico escrito numa máquina de escrever alugada na cave da biblioteca da UCLA.
Fahrenheit 451 conta a história de Montag, um bombeiro cuja função é queimar livros. Desconfortável com a sua profissão, Montag conhece Clarisse, uma rapariga que vive na casa ao lado da sua e lhe mostra os prazeres da vida que se foram perdendo na sociedade cada vez mais digital onde o livre pensamento é mal visto. Certo dia, Clarisse deixa de aparecer, levando Montag a pensar que as autoridades a mataram por ela constituir uma ameaça à sua governação ditatorial e censuradora. É nessa altura que Montag se apercebe que não deseja viver num mundo controlado e começa, ele próprio, a esconder livros em casa e a absorver o seu conhecimento.
Esta história é o resultado de outros três contos (Bonfire, The Pedestrian e The Fireman) previamente escritos por Ray Bradbury e recusados pelas grandes revistas literárias da época. Fala-nos da importância dos livros e no seu incrível poder de dotar as pessoas de ideias próprias e ajudá-las a ver o mundo com mais clareza e esperança. Bradbury refere que um mundo sem livros é um mundo de mentes vazias e almas ocas que não sabem pensar livremente e aceitam tudo o que lhes dão:
“Because you don’t have to burn books, do you, if the world starts to fill up with non-readers, non-learners, non-knowers? If the world widescreen basketballs and footballs itself to drown in MTV, no Beattys are needed to ignite the kerosene or hunt the reader.”
Uma história muito interessante e atual que nos ajuda a olhar para o futuro e a refletir sobre o mundo em que queremos viver.
