Ainda no rescaldo de Alone in Berlin, decidi ler outro livro que tinha como tema a vida quotidiana durante a II Guerra Mundial.
O rapaz do pijama às riscas é um sucesso literário, transformado em filme, que aborda as mudanças na vida de um rapazinho de nove anos chamado Bruno que deixa Berlim com a familia para ir viver para uma casa ao lado do campo de concentração de “Acho-Vil”.
O rapaz do pijama às riscas é um sucesso literário, transformado em filme, que aborda as mudanças na vida de um rapazinho de nove anos chamado Bruno que deixa Berlim com a familia para ir viver para uma casa ao lado do campo de concentração de “Acho-Vil”.
A principio, Bruno não gosta da promoção que o pai recebeu do “Fúria”, pois fez com que todos tivessem de se mudar e de deixar os amigos na capital, contudo, as coisas mudam quando ele se aventura ao longo da cerca do lado onde estranhamente só vivem pessoas de pijama às riscas, e conhece Shmuel, um rapaz da sua idade que passa a ser o seu novo melhor amigo.
Esta história fala da ingenuidade infantil num mundo que parece mau demais para ser verdadeiro. Bruno é o único que não tem noção de onde está, do que se passa atrás da vedação e do porquê daquelas pessoas serem todas magras e estarem vestidas da mesma maneira. Só sabe que a sua familia teve de ir para ali senão o Fúria ficaria zangado com o pai, e que a avó era terminantemente contra tudo o que ocorria.
O rapaz do pijama às riscas “é uma pequena maravilha de livro” (The Guardian) que em 190 páginas nos faz reflectir sobre a monstruosidade de uma guerra que não deixou ninguém indiferente. Muito bonito.
