Literatura Britânica

Charles Dickens

Como este ano se comemora o bicentenário de Charles Dickens, que nasceu em Portsmouth, sul de Inglaterra, a 7 de fevereiro de 1812, resolvi ler as suas obras mais emblemáticas. Já lera a versão juvenil de Oliver Twist no secundário e quis agora alargar o meu leque de conhecimentos sobre este autor tão relevante do século XIX.
Comecei por comprar três livros que me atraíram, sobretudo, pela sua relação qualidade/preço: Um Cântico de Natal, uma edição de bolso portuguesa; e duas versões originais publicadas em conjunto e a baixo preço: A tale of two cities e Great Expectations. Mais tarde, comprei Os Cadernos Pickwick por fazer parte da colecção de humor que Ricardo Araújo Pereira seleccionou para a editora Tinta da China.
Devo dizer que estou a meio caminho da minha cruzada Dickens: no natal passado li o Cântico, de que gostei bastante e no qual me inspirei para baptizar o meu gato: Marley (em homenagem à personagem  Jacob Marley, que avisa Scrooge dos perigos da avareza, do egoismo e do seu comportamento pouco simpático). O último livro que li foi A tale of two cities, que me deu algum trabalho por estar escrito no inglês do século dezanove e que, apesar de não ser tremendamente diferente do actual, tem algumas características estranhas a um olho português pouco habituado. 
Neste momento vou no inicio de Os Cadernos Pickwick, de que também estou a gostar. As peripécias do Sr. Pickwick e da sua trupe têm sido bastante engraçadas, com sarcasmos e mal entendidos sociais pelo caminho. Muito divertido e muito “Dickens”, com os habituais dialectos e maneirismos de certas personagens que nos dão uma ideia não só de como seria a personagem em si, mas também de como seria, mais ou menos, o tipo de pessoas que se podiam encontrar na Inglaterra desses tempos. 
Devo confessar que o que mais me está a agradar no meu período Dickens é o facto de me concentrar especificamente num autor. Gosto de acabar um livro e de começar um novo escrito pelas mesmas mãos e pela mesma cabeça. Parece que consigo dissecar mais facilmente o seu género, escrita, humor e distinções. Estou a gostar tanto que acho que vou fazê-lo para os restantes escritores que desejo ler. Uma pessoa fica muito mais alerta e especializada num autor deste modo do que se ler as suas obras com pausas e interrupções. Parece que assim se retém muito mais. Pelo menos, eu retenho. 
Depois de Pickwick acho que me vou aventurar no Hard Times e em David Copperfield, que já vi existirem na biblioteca local. Se o fizer, Charles Dickens passará a ser um dos autores mais lidos por mim e acompanhar-me-à até ao final deste ano. Nada mau para comemorar um bicentenário, não acham?

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