Nas últimas semanas, o jornal semanário Expresso tem editado a segunda série (bem mais interessante do que a primeira, devo dizer) de biografias de algumas das personagens mais famosas e influentes da História: Hemingway, Churchill, Picasso, Keynes, Dalai Lama e John Lennon. Apesar de querer ler todas, comecei por aquela que mais curiosidade me suscitou, a de Churchill.
Nunca soube verdadeiramente porque é que Churchill teve um papel preponderante não só na História britânica, como na mundial. Sabia apenas que tinha sido crucial para a vitória dos Aliados na II Grande Guerra.
Apesar de estas biografias serem um pouco básicas e concisas, revelam os factos mais importantes da vida destas pessoas, ajudando-nos a compreender a razão da sua relevância. Aprendi que Churchill foi um homem teimoso que fez da politica o seu oficio (à parte da literatura, pela qual ganhou um prémio Nobel em 1953), e que fez de tudo para se manter no poder, como trocar várias vezes de partido (do conservador para o liberal, e vice versa), conforme a «crista da onda», isto é, quem se encontrava no poder ou tinha mais hipóteses de lá chegar. Apesar disso, Churchill, um senhor da guerra, foi alguém que viu mais além do que os outros, que guiou as tropas para a vitória sobre Hitler engendrando planos e tomando decisões sem pedir opinião a quase ninguém. Finda a guerra, porém, perdia as eleições para primeiro-ministro (com quase setenta anos) e acaba por morrer de velhice e de vários AVCs em 1965.
Uma biografia interessante, acompanhada por diversas fotografias e escrita por um jornalista alemão, Sebastian Haffner, que viveu no tempo de Churchill.
Esta série não deseja ser pretensiosa, nem substituir as grandes biografias dos seus visados, trata-se somente de uma abordagem ligeira para um público massificado que tem vontade de descobrir e de saber mais sobre algumas das personalidades que fazem parte do nosso imaginário colectivo. Recomendo.
